segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Volto já...




Sentado ao fundo da cama, observo-te.
Que linda que és…
O teu caminhar em bicos de pés, o teu sorriso ao voltar o olhar para trás. Conferindo se ali tinha ficado como prometido…
Onde me tinhas pedido que jurasse que não saia dali, enquanto ias buscar uma surpresa.
“ Despe-te, senta-te e promete que não sais daí, nem vens espreitar. “
E assim fiz… tirei a gravata, a camisa e coloquei na cadeira ao lado da cama.
Ainda com o olhar naquela porta que se abriu para tu passares, passares e deixares aquele teu cheiro, o teu perfume tão natural.
Em bicos de pés, quase aos saltinhos e a sorrir…
Voltas e vens com aquele vestido curto…
Seguras-te à porta, sorris e piscas-me o olho.
- Não tenho nada por baixo e acho que já estou a escorrer…
Sorri. Não por aquilo que disseste, mas pelo som adocicado com que essas palavras foram ditas.
Ditas de uma forma marota, mas tão doce.
E ali vens tu, com o teu caminhar em bicos de pés, sorrindo e abanando o vestido…
Com uma mão de cada lado da cintura, seguras no vestido, fazendo-o rodopiar o teu esguio corpo… Sorris, mostras as coxas, e a tua intimidade, rapadinha. Como tu fizeste questão de informar por sms…
Chegas bem perto de mim. Tu de pé, eu sentado, sorris do alto… e sussurras-me ao ouvido.
 - Consegues sentir o cheiro que liberto? Estou mesmo a escorrer…
E soltas uma gargalhada.
Agarro-te. Apertando-te as nádegas e inalo esse cheiro que falas… Sentido o calor do teu corpo na palma das minhas mãos.
Ali, com tão pouco, tive tanto. Tive-te a ti, em mais uma noite intensa onde todos os cheiros foram inalados, todos os desejos saciados e todos os gemidos gravados.

Mumificando uma vez mais, o nosso amor. 

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