domingo, 22 de janeiro de 2017

In a bar



Que tremendo sofrimento.
Não te tiro da minha cabeça, sinto-me consumido por ti. 
Degustado. 
Invadido.
Tento a todo o custo não pensar, tanto em ti. 
Mas, não consigo. 
Não há maneira.
Entro num bar e tento fazer o que tanta gente faz, beber para esquecer. 
Rapidamente me lembro que não bebo, não fumo, não gosto de nada disso. 
Que cheiro horrível. Onde me fui meter.
Sento-me e peço uma água. 
Sou quase perfurado por aqueles olhos do empregado.
Olho para o telemóvel, nada de mensagens tuas.
Não passa um minuto e volto a olhar para o telemóvel. 
A aguardar por um “ olá “ teu…
Nada, passam horas… já com três garrafas de água em cima da mesa, quase pareço um “águaólico”. 
Que parvoíce…
Levanto-me e quase caio para o lado… 
Como é possível… 
O que é que eu tenho.
Toca o telemóvel, som de mensagem… levanto o olhar, sorrio para todos no bar, feliz. Acredito que aquele Bip bip, bip bip tenha metido inveja a toda aquela gente no bar. Finalmente a mensagem que tanto desejava.
Abro a mensagem:
“ Pingo Doce… esta semana 50% de desconto em lenços de papel… “ 
FODA-SE o que é isto, até os gajos do pingo doce gozam comigo?

Volto a sentar-me… e peço mais uma água… 
A noite parece-me tão dura quanto o sofrimento.



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