quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O menino...




E se tu deixasses de me chamar menino?
Já não sou aquele menino que conhecias. Que te evitava…
Sou um Homem. Ninguém nasce homem, torna-se…
Tu sabes isso.
Porque esperas? Porque me evitas? Porque não cais em tentação? Sei que é isso que queres. Os teus olhos dizem isso mesmo…
Porque recusas encostar-me à parede.
Com essas tuas mãos, peço-te que me tires a camisa. À bruta se quiseres. Botão por botão será lançado contra a parede e perdido pelo chão. Contra a parede, irás puxar a camisa, prendendo-me ou cruzando os meus braços, expondo o meu peito, meus mamilos. Tanto anseio, por isso.
Irei ficar preso. Exposto e prisioneiro. De ti, dos teus fetiches e desejos.
Irás ver-me como nunca me viste.
Podes-me amarrar, vergar, exigir, obrigar, provar ou mesmo me ajoelhar para te lamber tudo o que quiseres.
Podes tudo, só não me chames de menino.
Podes morder os mamilos, saltar para o meu colo.
Podes provar este meu veneno…
Podes dizer que me tenho portado mal. Que me faço de santo e que no fundo, sou um demónio… O que quiseres.
Castiga-me por isso.

Mas não me chames de menino… Vem cá… prova-me, e deixa-te provar.

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