sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Minha casa II...




Passados três dias recebo um sms…
-" Deixaste de vir beber o café. Ficaste desiludido? "
Poderia lhe responder que sim. Que fiquei desiludido e tudo acabava por aqui. Mas estaria a mentir. Poderia lhe responder que o ter apagado a luz, quebrou o que tinha em mente, mas também estaria a mentir. Poderia então dizer-lhe a verdade… que se houver uma segunda noite como aquela, que existe o risco de me apaixonar, e depois? Não seria demasiado arriscado?
“ Não, não fiquei desiludido… Hoje bebo o café perto das 20h. Depois de fechares, vamos para minha casa e seguir as minhas regras? “ Demasiado arriscado este sms, mas envio na mesma!
-Pensei que tivesses esquecido esta pastelaria e o café… quente e cheio! Claro que sim, seguimos as tuas regras.
Pontual como sempre. Entro na pastelaria, peço e bebo o café, quente e cheio. Pisco-lhe o olho e sorrio. Recebo o mesmo em troca.
-Desculpa a demora, mas não poderia sair sem ter tudo preparado para amanhã de manhã. É que parece que há o risco de não ir a casa… diz-me com aquele sorriso de mulher madura, mas com um brilho de adolescente no seu olhar.
-Senti saudades tuas… houve algo de errado no nosso último encontro? Pergunta-me, e interrogo-me se será a insegurança dos quarenta, ou apenas uma maneira de saber o que senti.
Não foste tu… Costumo dizer se a primeira vez é boa, ou a segunda tem que ser má ou não haver essa segunda, caso contrário, há o risco de me apaixonar.
-Fizeste-me sentir insegura. Pensei que tivesse sido tão mau que nem me dizias nada. Ou que apenas me quiseste…
Não a deixei terminar, puxando-a contra o meu peito, sentido os seus peitos e a rigidez dos seus mamilos contra os meus. Beijei-a e envolvendo-a nos meus braços, transmito o meu calor e desejo que me percorre.
Agarro-lhe numa mão e faço-a percorrer-me desde o pescoço até ao meu caralho, fazendo-a ver que estou teso. Cheio de tesão, duro, carregado de vontade de a ter.
Hoje não se apaga a luz… digo-lhe ao mesmo tempo que observo a sua timidez no rosto.
Sossego-a e digo-lhe que adorei o seu corpo tal como é, que serei eu a despi-la, a beijar e acariciar cada recanto do seu corpo.
Hoje consigo descrever esta mulher de quarenta e poucos anos. Esta mulher que durante meses me serviu o café quente e cheio e me fez viajar noites inteiras, com ela no pensamento.
Cabelo pelos ombros, corpo de mulher, um pouco de celulite que a torna maravilhosa. Peito ligeiramente descaído mas sensual, mamilos hirtos. Lábios sensuais, voz melosa mas carregada de confiança. Pés pequenos com unhas pintadas de vermelho e mãos igualmente lindas com o mesmo tom de vermelho nas unhas.
Enquanto a dispo, sinto a sua timidez a desaparecer e o seu olhar adolescente a mudar, transformando-se num olhar carente e desejoso de ser provocado,  possuído…
Dispo-me, abraço-a e carrego-a até à cama… Sento-me e faço-a sentar em cima de mim, entrando com o caralho bem dentro da sua cona.
-Não a rapei… não sabia que iria estar contigo! Diz-me apontando para a sua vulva.
Não tem mal. Gosto de ti tal como és… sossego-a.
Enquanto me deito e a faço deslizar para cima e para baixo ou em movimentos circulares, sinto-a a viajar… Sinto o meu caralho cada vez mais duro, cada vez mais teso. A minha glande parece que explode com tanta tesão. A cada investida, volta com ele cada vez mais branco, mais molhado, já nem consegue esconder e adiar a sua tesão. Vem-se e rende-se ao prazer… Soltando um gemido intenso e prolongado. Exausta, deixa-se cair sobre o meu peito e beija-me cada mamilo…
-Fiquei exausta. Posso te fazer vir de uma outra maneira? Diz-me, enquanto com a mão me agarra firme o caralho e o faz entrar na sua boca.
Não, não precisas me fazer vir de nenhuma maneira… relaxa, descontrai… desfruta do teu orgasmo, relaxando.
Vou buscar algo para bebermos e uns morangos. Depois se conseguires continuamos.
Sorri, beija-me os lábios de uma forma tão apaixonada que me fez estremecer…
-És lindo e tinha medo de te magoar, mas parece-me que eu é que corro o risco de ser magoada…
Eu prometo ser menos bruto, digo-lhe com um sorriso.
-Não é disso que…

Coloco um dedo sobre os seus lábios e digo-lhe… eu sei do que falas, mas não interessa, aproveita o momento e sente o desejo que sinto por ti.

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