sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Minha alma...



Deixo-te a ti, minha alma…
Escrever o que sentes, pois és tu que compões este corpo…
Corpo por vezes possuído, aproveitado, tocado, desejado…
Corpo que por muito que tenha sido tocado, poucas foram as vezes que chegaram a ti.
Hoje dou-te voz, a voz que tem faltado em cada toque, cada beijo, cada vontade.
Sei que nem sempre tiveste presente, e poucas foram as vezes que sorriste.
Foram tantas as lágrimas que por ti foram libertadas…
Diz-me, como te sentiste quando foste arrancada, estimulada, abraçada e liberta deste corpo que te guarda a sete chaves.
Sei que por vezes bastou um olhar…
Outras, um toque, um abraço.
Fala-me daqueles beijos que te fizeram levitar…
Daqueles que com a minha língua a passear nos meus lábios, ainda sinto o sabor do beijo outrora tão intrigante.
Das vezes que me possuíram e tu nem sentiste… Das vezes que foste arrancada de mim.
Em tão simples gestos.
Fala-me… fala-me de ti. Fala-me do que sentes, do que te fiz sentir.
Dá-me a mão…
Abraça-me
Sente o arrepio que percorre quando sei que de mãos dadas percorremos os caminhos que um dia irei largar.
És a alma que fica, que poucos tocam. Que poucos conhecem.
És tu que comanda o meu sorriso, felicidade, amor…
És tu! A alma que vive em mim.
És tu, difícil de ser tocada, difícil de ser encontrada. Não palpável.
Mas és tu, quem completa este corpo que mesmo ao alcance de qualquer um, tão difícil de te tocar.
És tu, aquilo que deixei de ser.
A ti, minha alma…
Alma que se encontra num sorriso, num sopro, num beijo, num toque…
Alma que me completa.
És a voz que me comanda. O arrepio em horas de calor.

Alma, se através de mim ninguém te tocar, deixa-te ficar…

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