domingo, 15 de janeiro de 2017

Dama...




Este é o conto, onde ela se produzia horas antes de sair para um encontro às cegas, com jantar, e onde ele às cegas se encaminhava.
Ela, dorme uma hora nessa tarde para poder dar descanso ao seu corpo, toma um banho relaxado, coloca a sua elegante lingerie, mete o seu perfume flower by kenzo, passa um batom vermelho pelos lábios, veste os seus collants com ligas, faz deslizar o seu melhor vestido pelo corpo e calça o sapato alto brilhante que a torna uma deusa, mas mesmo assim, a insegurança percorre cada trilho do seu corpo, mesmo sendo e estando tão bela.
Ele veste as suas calças de ganga, a sua tshirt preta e o calçado desportivo… olha-se ao espelho, sorri, coça os tomates e diz para si próprio que não há coisa mais bela e sexy no mundo.
Encontram-se no num restaurante de comida japonesa. Restaurante bonito, calmo e cheio de elegância, ao nível dela… para ele, apenas mais um local para comer.
-Estás bonito… diz ela, com toda a elegância e doçura.
Obrigado. Tu também estás um belo pedaço de mau caminho.
-Não compreendi…
Estás gira, cheirosa… boazona!
-Tinha percebido, só não queria acreditar que estavas a dizer da maneira que disseste.
Pronto, estás muito bonita.
Obrigada.
Fazem o pedido, comem, falam da (pouco) interessante vida que levam e do porquê de arriscarem neste encontro.
Ele, amigo do namorado de uma amiga… onde ele lhe diz que devia ir a esse encontro porque a rapariga é educada, elegante, inteligente e muito sensual.
A pergunta dele foi só uma… “ E as mamas dela? “ Não obteve resposta por parte do amigo. Ok, obteve mas não irei dizer...
Ela, aceitou o desafio, após tantos fracassos, e sendo aconselhada pela amiga, não hesitou e quis esta nova experiência… também ela fez uma pergunta. “ E achas que ele vai gostar de sair comigo? “ Obteve uma resposta directa… Claro que vai, tu és linda.
Acabam o jantar e deixam aquele magnífico restaurante, a saída dele em nada se perde, a dela, deixa um vazio enorme no restaurante…
Seguem para casa dela, bebem um copo, dois copos e mais outro… ambiente aquece, conversas excitantes e acabam por se ir despindo…
Ele com a bebida torna-se tímido, ela desinibida… confessa-lhe que quase se sente uma ninfomaníaca e pede que lhe salte para cima enquanto percorre-lhe o corpo com beijos e caricias… ele sem reação, acaba por se sentir pressionado…
Ela mete-se a jeito e pede que a trate como uma puta na cama, já que na rua se sentiu uma dama.
Após umas duas horas de prazer entre os dois, ele acaba esgotado e ela a pedir mais, ele pede paz e calma e ela que lhe foda toda até à alma.
Neste conto… ela era uma senhora na rua, e uma puta na cama.

Ele um leão na rua, e na cama... é melhor nem recordar...


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