quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Fomos três...





Olha-me nos olhos. Diz-me…
Qual foi o ponto alto? Ver que ele gemia e seus olhos brilhavam, enquanto te fodia?
Ouvir a sua voz a implorar que te fodesse?
Chamar-te de querida enquanto eu te lambia e te fazia minha?
Ou quando ele sorria com aquele olhar apaixonado e de felicidade ao ver-te gemer comigo dentro de ti?

Eu sei, não foi um ponto alto, foram muitos.
Eu dentro de ti e ver-te gemer. Ouvir o teu gemido entoado por cada canto desta casa que usa esse som suave que libertavas, como música ambiente. Embalando as noites que aguardo por ti, por ele… Por nós!
O mundo não precisa de ser vivido a dois, podemos ser três e por vezes quatro.
Pode ser saboreado o momento com a minha boca colada em ti ou a minha língua dentro de ti.
Com o meu toque a arrepiar-te a pele, a libertar a tua alma.
Sem dúvida que não houve um ponto alto.
Fomos nós, três corpos que transpiraram felicidade e tesão.
Eu dentro de ti, agarrada a mim e ele sedento de ti.
Saciei a minha sede em cada orgasmo que libertavas e saboreie como se fosses a fonte do meu viver.
Senti a tua pele arrepiada, a rigidez dos teus mamilos e a suavidade do perfume que libertas. Colada em mim em cada estocada que te dava perante o olhar de quem te ama e oferece a liberdade de seres e, teres o melhor dos prazeres que a vida te pode oferecer.
Ouvi aquelas três almas a cantarolar, enquanto fechava os olhos e te beijava perante o olhar de quem te quer ver fodida, bem fodida.
Assim fomos nós. Gemidos entoados, corpos saciados e momentos que foram vividos e provavelmente não mais repetidos. Mas são as memórias que ficam. E essas, são o alimento de uma mente sã e pura. De uma mente aberta.
Ainda te vejo a vestir, perante o olhar de dois homens que deram tudo para te fazer sentir única. Sabes, foste única e de uma intensidade inesquecível. Ainda ouço a voz dele: “ Gosto tanto de te ver assim “
Ainda vejo o teu olhar carregado de desejo e aquele abanar com a cabeça de quem perdeu a voz e, mão sobre si mesma…
Fomos nós, não dois, mas três… almas que se saciaram do melhor que a vida nos oferece sem qualquer tipo cobrança.

#L611 #BurningW #LuisPereira

terça-feira, 12 de setembro de 2017

O amor que vivemos



Hoje sei que já não estás desse lado de fora, encostada à porta.
O que ontem fazia sentido, hoje deixou de o fazer.
Foi assim que o nosso amor terminou. O nosso amor.
Dói falar em AMOR, quando ele foi desaparecendo sem que com isso tivéssemos dado conta.
Dói, não dói?
Hoje dói muito. Dói espreitar pela janela a aguardar que chegues com o teu sorriso que iluminava a noite.
Dói não estar à espreita na porta, e quando ias tocar à campainha, eu aparecer e assustar-te, fazendo-te dar um grito enorme que penetrava nos meus ouvidos e me fazia estremecer de tão espontâneo que era.
Dói a ausência das gargalhadas, do som delas, que entoavam pela casa.
Ontem, após te fechar a porta do meu coração, a porta da minha vida e por ultimo a porta da minha casa, senti o teu corpo a encostar à porta. Deslizando até que ficasses sentada, com as costas encostadas e os joelhos encolhidos. Envolvendo os braços em volta deles. Sabes, fiz o mesmo. Senti cada bater do teu coração naquele momento.
O meu coração igualou o ritmo do teu.
Estavam em sintonia. Foi lindo, mas doloroso.
Ouvi o som das tuas lágrimas a caírem sobre as calças que trazias. Adoro-as, sabias?
Talvez não tenhas tido a mesma sensibilidade que eu, em ouvir esse som, que mais pareciam bombas a cair. Silenciosas para ti. Ruidosas para mim.
Pareciam as tais bombas, envolvidas com facas que me trinchavam o coração.
Doeu tanto.
Ouvia o teu respirar… Sei que doeu, sabes que está a doer.
Mas, o nosso amor acabou.
Acabou como não prevíamos, como não esperávamos.
Foi como um fechar de uma porta silenciosa, e o abrir de uma janela ruidosa.
Foi um amor.
Senti o peso do teu corpo ao levantar. Ouvi os gemidos da tua alma. O suplicar da minha. “ Não a deixes ir. “ – “ Vêm comigo “ – “ Fica, por favor “
Senti que imploravam. Essas vozes, consigo ouvir cada uma delas.
Espreitei-te pela última vez na porta. E a última vez por aquela janela que te recebia sempre com um sorriso e um beijo que entoava pelas ruas que nos rodeavam.
Perdemos o que pensávamos ter ganho, sem nunca ter jogado. Perdemos o amor. Perdemos o que para muitos é impensável encontrar, impensável viver.
Sem saber como, algemamos duas almas que se uniam e sacrificando-as em prol de algo que nem sabemos se voltará a existir para lá desta porta. O amor…
E se na verdade, nós, nunca tivéssemos vivido o amor!

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Sim, sou esse mesmo...




Afasto-te o cabelo…
Quero ver parte do teu rosto, aquela que não está contra a parede.
Quero ver-te desde a ponta dos pés que se encontram a suportar todo o teu peso, elevando-te à medida certa para que entre em ti.
Com o olhar percorro-te desde as unhas que se encontram pintadas, subindo pelos calcanhares, joelhos… saciando-me com imagem tão perfeita.
As tuas pernas tremem…
A marca da minha mão no teu rabo. Aquela que momentos antes te tinha feito soltar um grito de prazer. Eu dentro de ti… Abrindo-te para continuar a tatuar esta imagem de ti, tão vulnerável e carente de mim.
Lentamente… e com estocadas fortes, vou alimentando a minha mente com os gemidos que soltas.
O meu olhar vai directamente para o teu olhar, já volto a observar-te desde onde parei. Tens os olhos fechados e mordes o lábio inferior. Faço-te abrir a boca, e meto-te um dedo. Lambes como se estivesse carregado do nosso néctar, e fosses saciar a tua sede nele.
O meu olhar volta a onde parei, a observar o meu caralho a foder-te lentamente e com estocadas que te faziam soltar gemidos. Causando-te espasmos que te fazia perder as forças e ceder. Mas não querias, nem podias ceder.
Enfio esse dedo bem dentro do teu cu e dou-te uma estocada bem forte.
Os teus olhos abrem, o teu gemido é abafado com o cerrar dos teus dentes. Escorres por mim… sinto-me lubrificado pelos teus fluidos.
O meu olhar continua a saciar a minha mente… Nas tuas costas escorre toda aquele tesão que é sentido quando os nossos corpos se unem.
O teu cabelo preso, as tuas mãos elevadas, a outra metade do teu rosto que se encontra contra a parede…Tudo em ti é perfeito, quando nossos corpos se fundem.
As tuas pernas tremem, cada vez mais, a cada estocada que te dou.
A minha voz rouca bem junto ao teu ouvido…a palavra de ordem que ansiavas.
“ Podes ceder… dá-me tudo aquilo que te está a fazer contorcer, a fazer gemer e que a tua alma quer libertar “
A minha mão em volta do teu pescoço, a outra a abrir-te e enterrando-me cada vez mais fundo, faz-te vir segundos após a minha palavra de ordem… “ podes ceder “…
Quem sou eu afinal? Pergunto-te… após ver-te sentada e encostada contra a parede, sem forças e com espasmos que te faziam gemer a cada segundo. Tão vulnerável que estás aqui a meus pés.
Nem consegues responder…
Ajoelho-me… Levanto-te o rosto pelo pescoço, enquanto sinto mais um espasmo que o teu corpo liberta… e volto a perguntar: “ Quem sou eu afinal “?
Os teus lábios tremem, o teu corpo transpira sexo… e tu respondes:
** És quem me fode! És quem fode tudo o que há para foder em mim.
Muito bem… muito bem. Aprendes rápido
Vamos continuar, quero mais. Digo-te enquanto te faço levantar com apenas um dedo que coloco dentro da tua boca. Aquele que esteve dentro de ti…
E os teus olhos brilharam…



segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Quando o amor e o sexo...




Queria amor…

*Hoje apetece-me amar-te, ser amada.

Queria que os nossos lábios se devorassem, nossas almas dessem um abraço daqueles que jamais será esquecido, que os nossos olhares se cruzassem como se nunca nos tivéssemos visto. E queria tanto que as nossas mentes se fundam e devorem neste amor que sacia o mais oculto dos desejos que guardo em mim.

Queria amor… Ser amada! Ser amada por ti. Ser a tua alma gémea nesse momento que seria o nosso momento, o momento em que nos tornaríamos num só. Amor, eu queria amor.

**Sinto, e vejo nesse teu olhar que queres amor. Eu sei.

Perdoa-me ter chegado a ti e não te ter olhado nos olhos, fazendo com que os nossos olhares se devorassem. Perdoa-me pela ausência do abraço que te faria estremecer o corpo.

Perdoa a minha mente que não leu a tua. Por último, perdoa a minha alma, por esta não ter lido os sinais da tua alma.

Mas, não quero que me perdoes pelo que te fiz. Pelas ordens que te dei, pela roupa que te arranquei, pela lingerie que espalhei pelo chão da minha casa. Pelos gemidos que te arranquei, quando entrei em ti com a língua, pelo contorcer do teu corpo ao sentir os meus dedos a remexer-te e devorar-te o corpo. Não quero que me perdoes por nada disto. Pois a minha alma, o meu corpo e mente saciaram-se em ti. Tu sabes, tu sentiste. Tu gostaste.

Cada puxão de cabelos que te dei, quando me encontrava duro, a entrar em ti. À bruta.

Sei que querias amor, mas a minha voz doce, ficou guardada para outros momentos. Tu adoraste a minha voz rouca bem junto ao teu ouvido, quando te fodia e te perguntava… O que és?

E tu respondias numa voz trémula e carente: A tua puta…

Isso mesmo… é isso que és. A minha puta. Senti o arrepio que te percorria quando sentias a minha língua no teu ouvido, e de seguida sussurrar-te… Sim, és isso mesmo.

O teu sorriso, o teu arrepio, o teu contorcer e gemidos que eram arrancados em cada estocada que te dava contra a parede, traduzia tudo aquilo que te ia na alma. Tu querias amor, mas sexo… este sexo que te liberta, este sexo… É tudo aquilo que hoje precisavas. O teu olhar brilhou quando explodias comigo dentro de ti e olhavas à tua volta… vendo cada peça da tua roupa espalhada por aquele chão, que aguardavam por ti, para mais uma noite nossa.

*Sim. Sim… Talvez amanhã eu precise de amor. Hoje, quero que me faças tua, a tua…


domingo, 30 de julho de 2017

Na tua mente...



Olhas-me e aguardas que continue… Esse olhar. Aí miúda… Esse teu olhar. 
Estava nos pés, certo? Confirmas com um abanar da cabeça.
Os teus pés, encharcados de mim... Sentido a saliência dos meus mamilos. Sim… pressiona os teus pés contra os meus mamilos. Eu gosto, tu sabes.
Sinto-os tesos…
Vê como me encontro. Teso, duro e pronto para ser teu.
Os meus olhos percorrem-te, ao mesmo tempo que mordo o meu lábio inferior
Sinto-te a contorcer... quando os meus dedos sentem a saliência dos teus mamilos e um dedo sente a lubrificação que libertas
Para lentamente saborear-te.
É intenso... e tu sabes que é... quando te levo a saborear essa fusão da minha saliva com o néctar que libertas
Mas não te chega... Eu sei! Sinto. O teu olhar diz isso mesmo.
Por isso liberto os teus pés, afasto as tuas pernas com as minhas mãos nos teus tornozelos e aí...
Entro em ti... Libertando a primeira gota bem dentro de ti. Está criada a fusão de nós...
Agora sim... vou sair. Estás no ponto. Vejo o teu olhar de quem não gostou. Adoro!
Vou entrar com todos os dedos que a minha mão tem... devagar. Irás sentir-te a escorrer...
E eu a recolher aquele néctar, para depois o saborear contigo num beijo que te sufoca e faz estremecer
Foi bom, não foi... sussurro-te ao ouvido. O teu toque forte, confirma.
Esta fusão que criamos, um tesão de prazeres.
Fomos nós... eu a foder-te como nunca e fazendo-te minha como nunca ninguém te fez.
Eu mando. Mando e tu sabes disso.
Levanta-te. Vira-te. Senta-te nos teus calcanhares. Costas direitas. A minha mão agarra-te o pescoço e sentes o meu peito a roçar as tuas costas
Ouve o que te digo...
Estás na medida certa... vou entrar em ti, lubrificando-te... enterrar-me à bruta. E só vais gemer quando me sentires a assaltar a tua alma.
Aí vais, gemer... e vais dizer que és minha... até o sentires a latejar bem dentro de ti.
Até sentires o puxão de cabelos fazer-te ceder e roçar em mim e com a outra mão te apertar um mamilo
Chega de sussurros. Ouve o som que esta casa liberta nesta nossa entrega. Esses serão os melhores sons que irás levar contigo, para sempre.
Vou foder-te à bruta quero que me sintas a escorrer pelas tuas costas.
Quero ver-me a escorrer em ti, misturar-me com a tua transpiração. Quero ajoelhar-me e lamber-te. Quero que essa tua excitação, esse teu contorcer de pernas e essa força que aplicas em agarrar o lençol que levas à boca para te silenciar, saia de dentro de ti e escorra pela minha boca.
Enquanto admiro o que te escorre pelas costas, essa fusão que criei em ti.
Esses gemidos que libertas, estão a percorrer todos os cantos desta casa. Esses gemidos, são gritos da alma que te disse que ia assaltar. Deixa-a falar por nós…


#L611 #BurningW #LuisPereira


domingo, 5 de fevereiro de 2017

Despertas o melhor de mim...



Enquanto conduzo em direção a casa revejo mentalmente o meu dia. 
Que loucura de dia... hoje houve de tudo. 
Bom mau, assim assim. Mas isso já não me importa. 
A cada minuto que passa, venço kms e aproximo-me de ti. Adivinho o teu sorriso e, por momentos, perco-me nele. 
É bom saber que me esperas, é bom saber que posso contar com o teu beijo, o teu abraço, o teu tesão. Mas ainda falta um bocado para chegar a casa... 
Aperto as pernas, mordo o lábio inferior, contorço-me um bocado. 
Não imaginas o poder que tens sobre mim. Ou talvez imagines... Não consigo evitar tocar-me. 
Pelo que toco. 
Ao mesmo tempo que começo a tocar-me, o telemóvel toca… Engulo em seco… é ele! 
Oi… digo com uma voz trémula… pois ainda tenho a mão dentro das cuecas, e agora a outra no volante, após atender a chamada… 
-Demoras? 
Não. Estou a chegar… e acho que levo uma dose de vontade de ti. Ou diria, duas doses… 
-Deixa-me adivinhar… apeteço-te? 
Mais que isso… já me toco… 
-Enquanto conduzes? Ai! Parece-me que te tornaste mais louca que eu… 
Foste tu quem despertou esse meu lado selvagem. 
-Sempre eu… 
Sempre tu, dentro do meu corpo, da minha mente… dentro de mim. 
-Encosta… Por favor… Mete os quatro piscas. Passa para o lado do pendura. Levanta a saia, desvia as cuecas… mete os pés em cima do tablier. 
Ainda me ouves? 
*sim… Quando aqui chegares… irei aguardar por ti, de joelhos… Irás entrar, afastar as pernas e o resto, serei eu… o tarado que dizes que sou. 
Irei tirar-te as cuecas, à bruta… 
Irei meter a minha língua dentro de ti, as minhas mãos afastam as tuas nádegas. 
Puxando-te para mim, deixando-me sufocado com esse teu néctar, esse… que estás prestes a soltar para quando chegares eu saborear. 
Vem-te… agora mesmo. 
Geme o meu nome, grita, sufoca-te com esse grito de desejo, vontade de mim, dentro de ti… 
Do que te dou a cada entrega a cada estocada. 
Que chegues aqui com esse cheiro de prazer que soltas cada vez que te faço vir, em mim, para mim. Agora vem-te… vem-te enquanto te sussurro ao ouvido… 
Apetece-me… dentro de ti. 
*Já me vim… dá-me 10minutos… não saias daí…
Aguarda por mim. 
Porque isto é bom, mas muito bom é ver-te a lamber-me e a olhar-me nos olhos, enquanto te acaricio os cabelos. 
Aguarda por mim…
#L611 #BurningW #BurningWords

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

A outra metade



Olho bem fundo, nesse teu olhar misterioso…
Sei que estou perdido nesse olhar.
Sei que nem tudo se resume ao teu olhar
Ao teu sorriso
Ao teu caminhar
À tua voz que me faz estremecer…
Sei disso
Mas, sei que nesta minha vida,
Só fará sentido um Eu enquanto houver um Tu.
Aquele, nós, que jamais vou querer perder.
Porque nós, é o melhor de mim, vivendo apaixonadamente o melhor de ti.
É o que fomos, somos e seremos um dia.
É a junção de duas almas a cada beijo
Cada abraço
Cada momento passado a teu lado
Ontem sei que te amava muito
Hoje, sei que te amo ainda mais
Amanhã, não preciso de varinha mágica.
Amanhã, irei estar a teu lado,
Completando-me e unindo-me à metade
que sempre sonhei…
A ti!
Unindo-me a ti, meu amor
Amo-te, hoje e para sempre…
PS: A tua outra metade…


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Volto já...




Sentado ao fundo da cama, observo-te.
Que linda que és…
O teu caminhar em bicos de pés, o teu sorriso ao voltar o olhar para trás. Conferindo se ali tinha ficado como prometido…
Onde me tinhas pedido que jurasse que não saia dali, enquanto ias buscar uma surpresa.
“ Despe-te, senta-te e promete que não sais daí, nem vens espreitar. “
E assim fiz… tirei a gravata, a camisa e coloquei na cadeira ao lado da cama.
Ainda com o olhar naquela porta que se abriu para tu passares, passares e deixares aquele teu cheiro, o teu perfume tão natural.
Em bicos de pés, quase aos saltinhos e a sorrir…
Voltas e vens com aquele vestido curto…
Seguras-te à porta, sorris e piscas-me o olho.
- Não tenho nada por baixo e acho que já estou a escorrer…
Sorri. Não por aquilo que disseste, mas pelo som adocicado com que essas palavras foram ditas.
Ditas de uma forma marota, mas tão doce.
E ali vens tu, com o teu caminhar em bicos de pés, sorrindo e abanando o vestido…
Com uma mão de cada lado da cintura, seguras no vestido, fazendo-o rodopiar o teu esguio corpo… Sorris, mostras as coxas, e a tua intimidade, rapadinha. Como tu fizeste questão de informar por sms…
Chegas bem perto de mim. Tu de pé, eu sentado, sorris do alto… e sussurras-me ao ouvido.
 - Consegues sentir o cheiro que liberto? Estou mesmo a escorrer…
E soltas uma gargalhada.
Agarro-te. Apertando-te as nádegas e inalo esse cheiro que falas… Sentido o calor do teu corpo na palma das minhas mãos.
Ali, com tão pouco, tive tanto. Tive-te a ti, em mais uma noite intensa onde todos os cheiros foram inalados, todos os desejos saciados e todos os gemidos gravados.

Mumificando uma vez mais, o nosso amor. 

domingo, 22 de janeiro de 2017

Imagino-te, em mim...







Era uma conversa de loucos...no messenger do facebook principalmente.
Ele, de fato, olhos verde, bonito, alto, magro, cabelo alourado. Divorciado.
Ela também...mas totalmente o oposto: baixa, roliça, de cabelos pretos e olhos castanhos amendoados. Picavam-se sempre com conversas de teor erótico contudo mais para o lado da comédia…

Ele dizia: "tens de vir ter comigo. Vamos beber café"

Ela respondia "café é à pobre, para engates."

“ Uma coisa como deve de ser, é o cavalheiro convidar para jantar. "

Então assim seja, vens jantar comigo?

" Ela respondia sempre que não, um dia mais tarde quem sabe. "

Tu mereces alguém como tu, uma senhora alta, loira, bonita, magra, não eu...que como pizza com as mãos e uso brincos de penas coloridas.

Que me atrapalho, que digo parvoíces, que falo alto, e que vou contra as coisas, uma vergonha..."

Ela dizia isto a rir porque não pensava que ele pudesse realmente sentir algo por alguém como ela..."vai acabar por te magoar, parva, olha para ti"

Ele não gostou.

Disse-lhe que ela não o conhecia bem para falar assim.

"Para a semana volto a perguntar" dizia.

Ela dizia sempre que não, mas isso não a impedia de imaginar como seria…

Ele chegaria no seu carro. Ela entrava. Guiava até a um café aconchegante onde beberiam ele um café, ela um descafeinado e onde haveria uma conversa amigável, animada e onde era óbvia a atracão física.

Não tiravam os olhos um do outro. Chegaria o momento de ele a levar a casa.

Pelo caminho ela pedia-lhe para ele parar o carro e o beijaria. Ela saía, dava a volta ao carro e sentava-se no colo, virada para ele onde o beijaria apaixonadamente. As mãos desciam até ao cinto dele, ela continuava a beijá-lo enquanto ele metia-lhe as mãos nos jeans justos por trás. Ela gostava de comandar, portanto pediu-lhe para que tivesse calma. -Espera, já vai chegar a tua vez. Primeiro eu." Disse-lhe piscando-lhe o olho. "Mas eu..." - "Espera dizia-lhe. Não te vais arrepender" Nisto passou para o outro banco e entrou de gatinhas no carro pelo banco do pendura...

Baixou a cabeça e tirou o caralho dele para fora: sem pêlos, macio, enorme, palpitante... " exactamente como eu gosto" pensou ela.

Abocanhou-o e chupou-o longamente enquanto brincava com os colhões, com as mãos masturbava-o e metia a língua, rodava a língua com ele metido até à garganta e chupava fortemente fazendo vácuo...Ouvia-o gemer. Para cima e para baixo metia-o até à garganta e com as mãos acariciava...sentia-o a vibrar e nisto parou e disse:

"Quero-me sentar nele. Posso? “

Ele nem respondeu...olhou e puxou-a para ele. Beijou-a e ajudou-a a tirar as calças...como magia ela já não as tinha. Trazia uns boxers de renda pretas que também num ápice saíram. Ele puxou o banco todo para trás e ela sentou-se de costas para ele, onde enfiou o caralho com uma das mãos e rebolou um pouco antes de o meter bem fundo. Ele pegou-lhe na cintura...ela gemeu. "Vou-te foder tanto" disse ela: "estou com tanta tesão"

Ela subia e descia agarrada ao volante. Sentava e movia-se para a frente e para trás, rebolava como se fosse uma bailarina do ventre. "Vou me vir" disse ele. Ela parou. "Espera"

"Quero que te venhas na minha boca"

Virou-se para ele e de joelhos abriu a boca. Ele não se aguentou mais. Veio-se, soltando um gemido baixo. Ela beijou-o com a boca ainda suja.

Ele não se importou.

"Já estamos atrasados" disse ela."Temos de ir"

Ele estava de olhos ainda fechados mas sorriu e disse: "Tudo o que a minha rainha quiser" "Para a próxima vai ser na varanda da tua casa" brincou ela.

Ela pensou: "Sim" "Era capaz de ser assim" e sorriu...

Enquanto mais uma vez falava com ele no messenger, brincando e recusando uma vez mais os seus convites.

Autor : Miss Tiny

Jeito de menina...




Se eu te disser que esse teu jeito de menina me deixa de cabeça perdida… que à noite me perco em pensamentos, que és tu quem eu vejo quando fecho os olhos, que desejo que o meu toque, seja o teu toque.
Que o teu sorriso, o brilho do teu olhar e a voz da tua simplicidade me excita… que te imagino com um caminhar lento, meio perdido e sem vaidade quando acredito que o mesmo seja sensual e confiante.
Que mesmo de olhos fechados e de lábios cerrados, te vejo a encostar os teus lábios nos meus. Sentindo o teu respirar junto ao meu.
Que me despes com a voz, me tocas com o teu suspirar e me fazes perder os sentidos quando me deixo levar pelo prazer.
Depois de despido pedes-me que deixe de ser delicado.
Agora queres e exiges mais, queres que te agarre, te deite na cama, te abra as pernas e me perca em ti, com a língua, com os dedos… 
Voltas-me a pedir que deixe de ser delicado, te vire, te bata no rabo, entre em ti e te foda com força, te puxe os cabelos e te sussurre ao ouvido o quanto louco ando por te foder…
E ando... tão louco por te foder.
Pedes-me e indicas-me o caminho onde queres que te meta a língua, que guarde nos meus lábios o teu néctar, o sabor do orgasmo que tiveste, que me fizeste ter… 
Guardo nos meus lábios essa essência criada pelos nossos fluidos, os fluidos do nosso prazer.
Depois mesmo com os olhos fechados, vejo-te a vestir. Vejo esse teu corpo de mulher com voz de menina, a deixar a nudez apenas na minha cabeça, no meu olhar…
E se eu te disser… que é em ti que quero entrar e dentro de ti, percorrer montanhas e chegar aos céus, aos céus que desejo pintar com o nosso prazer, com os nossos orgasmos.
Se eu te disser, tu vens? E perdes-te em mim?
Podemos unir nossos corpos e fazer o tempo parar?
Dançando com a melodia do prazer, do som dos nossos gemidos... 

E se eu te disser… que és o pecado que quero cometer!

Um negócio, com prazer...






Viagem aos arredores de Leiria, para mais uma visita a um cliente.
Depois de uma longa reunião, viagem e da ausência de um bom almoço, decidimos ficar para jantar.
Jantamos e conversa puxa conversa, já passava das 23h.
Decidimos ficar por um hotel… Dois quartos vagos, que sorte, tendo em conta a altura do ano, Maio.
Já deitada, ligas-me.
Queres beber um champanhe para comemorar este novo cliente?
-Mais ainda? Já bebemos tanto…
Mais um copo, não fará mal. E não bebemos champanhe.
-Ok. Já aí vou.
-Já estava deitada...
Vai valer a pena, hoje foi um dia muito bom, não poderíamos terminar assim sem festejar este grande cliente.
Sento-me à beira da cama e ofereces-me o champanhe. Proponho um brinde.
Enquanto bebo, observo-te de esguelha e vejo que admiras as minhas pernas.
-Gostas do que vês?
Se gosto…
Pouso o copo, sento-me a meio da cama, estico as pernas e peço-te que me tires os sapatos altos. Já sem sapatos, levanto as pernas e começo a tirar os collants até meio da perna.
-Tira-os, com jeitinho. Preciso deles…
Sinto as suas enormes mãos a percorrer-me a perna, enquanto me vai tirando os collants… afasto a cueca e começo a tocar-me, um dedo, depois dois dedos e acabo com três dedos dentro de mim e o polegar e o indicador a tocar no clitóris, faz-te ficar louco e avançar para cima de mim, com um pé afasto-te e indico-te o caminho das pernas e dos pés.
-Aí, é aí que te quero… não te disse para subir. Despe-te!
Despiste-te de uma forma bruta e sem jeito, querias saltar-me para a cueca o quanto antes, que bom saber…
- Enquanto me vou tocando, vais beijando e acariciando as minhas pernas. Aproveita, masturba-te.
Vou-me tocando cada vez mais, já escorre o néctar que liberto, não pela excitação do momento, mas porque domino-te como há muito não dominada ninguém.
Que caralho tão teso, que peito tão torneado e que olhar excitante…
Aproximo-me de ti e agarro-te no rosto, beijo-te e descubro todos os cantos da tua boca, sinto os mamilos bem hirtos, pego-te nas mãos e por baixo da camisa indico-te o caminho onde quero que as tuas mãos estejam…
Coloco duas almofadas no chão, ajoelhas-te por cima delas, ficas à altura da cama, abro as pernas e entras em mim enquanto me apertas os mamilos, venho-me e nem dois minutos passaram, não te digo, continuo a gemer feito uma vadia, tiro-te de dentro de mim, gemes de insatisfação porque querias continuar , que bom saber isso…


Com os dedos penteio-te o cabelo, levo-te a chupar-me a cona, tem tanto meu como teu. Com essa língua lavas-me toda, sinto-a sensível, sinto-me a transpirar, vermelha e completamente perdida de desejo.


Faço-te subir enquanto me viro. Deixo-me foder por trás… vens-te para mim, sinto-me lubrificada e cheia de tesão, acabo por me vir pela segunda vez, não por te sentir a vir, mas por teres soltado palavras porcas enquanto te vinhas…


Se soubesses o prazer que isso me dá!


Tens que repetir, um dia, se chegares a descobrir que gosto disso.
-Que final de dia tão bom. Vamos a outra?
Mas agora serei eu a mandar.
…fico louca ao pensar no que me irás fazer ou pedir.


Será que vais repetir essas palavras?!?

Gosto assim mesmo...




Gosto do teu cabelo ruivo em cima do meu peito, nas virilhas, no meu rosto e a deixar um rasto do seu cheiro pelo meu corpo.
Gosto dele não por ser ruivo, nem porque é longo… gosto dele porque todo ele se envolve na beleza do teu rosto, fazendo-te ainda mais bela, mais charmosa.
Pronto… não é nada disto que te queria escrever. 
Gosto dele porque é longo, assim consigo fazer um rabo-de-cavalo e agarrar, puxar até que soltes um gemido a cada puxão, a cada investida por traz. 
E porque é nele que me concentro quando me pedes para que em cada investida te dê com mais força, não sei se é do puxão ou da investida que faço, mas que soltas um valente grito, isso soltas.
É com um puxão que te consigo fazer levantar o rosto para me afogar nesse teu pescoço, beijar e percorrer com a minha língua.
Gosto dele porque é cheiroso, sinto esse cheiro em cada movimento que fazes com a cabeça. Pronto, ok… quando estás aí em baixo a chupar não consigo sentir esse cheiro, mas gosto dele na mesma. 
E tu sabes disso.
Gosto dele porque é liso um dia, encaracolado no outro… fazes coisas magníficas, tornando-te tão perfeita.
Gosto da maneira como o soltas, o agarras… e o fazes ganhar volume num só gesto. 
Agora não estou a falar do teu cabelo, estou a falar do meu pénis. 
Mas se quiseres para a próxima, digo isso em relação ao teu cabelo.
Agora que sabes que adoro o teu cabelo e que é nele que me perco quando o vejo, será que para a próxima podemos falar das tuas mãos ou dos teus lábios?

Agora percebes porque te queria escrever estas linhas? 
Para te fazer ver que podes pintar o cabelo se quiseres, mas deixa-me continuar a puxar-te os cabelos, te fazer soltar gemidos, para que cada um deles penetre o meu corpo e se envolva na minha mente.

Homens, incrível...





- Hoje em conversa com a minha colega, de um assunto sem nexo acabamos por falar de sexo e de…
Mas como mudas de um assunto sem nexo, para sexo?
- Foda-se mas a palavra sexo, não é suficiente para te fazer focar e ouvir o que quero dizer?
Até é, mas não percebo a repentina mudança de nexo para sexo.
- Oh homem, estávamos a falar de lavar a loiça, de ser um gajo jeitoso a lavar e tal, e mudou aí.
Ah um gajo jeitoso, afinal já faz mais sentido. E para ti também era jeitoso?
- Oh que merda, se soubesse que ia terminar assim, não te tinha dito nada.
Ok, vá, vamos recomeçar!
Começaram a falar de sexo e tal.
- Sim, e ela disse que um dia na cozinha um ex-namorado estava todo nu a lavar a loiça e ela chegou-se por traz dele, agarrou-lhe o pau duro e começou a dar-lhe prazer.
Sim, continua…
- E depois virou-o e meteu-o todo na boca e…
Ouve lá, mas tu falas dessas coisas lá e depois vens me contar? Mas tu queres o que? Das duas uma, ou me fazer lavar a puta da loiça ou me chupar o car… na cozinha?
- Posso começar já, até chegarmos a casa dá para isso e algo mais.
Mas tu tas doida ou que? Eu estou a conduzir, mas que se passa contigo pá? E se aparece a policia ou se alguém no carro ao lado vê?
- Olha, se vir e não quiseres, passo para lá e chupo o deles. Que merda, conseguiste estragar tudo.
Eu? Ai a minha vida…


In a bar



Que tremendo sofrimento.
Não te tiro da minha cabeça, sinto-me consumido por ti. 
Degustado. 
Invadido.
Tento a todo o custo não pensar, tanto em ti. 
Mas, não consigo. 
Não há maneira.
Entro num bar e tento fazer o que tanta gente faz, beber para esquecer. 
Rapidamente me lembro que não bebo, não fumo, não gosto de nada disso. 
Que cheiro horrível. Onde me fui meter.
Sento-me e peço uma água. 
Sou quase perfurado por aqueles olhos do empregado.
Olho para o telemóvel, nada de mensagens tuas.
Não passa um minuto e volto a olhar para o telemóvel. 
A aguardar por um “ olá “ teu…
Nada, passam horas… já com três garrafas de água em cima da mesa, quase pareço um “águaólico”. 
Que parvoíce…
Levanto-me e quase caio para o lado… 
Como é possível… 
O que é que eu tenho.
Toca o telemóvel, som de mensagem… levanto o olhar, sorrio para todos no bar, feliz. Acredito que aquele Bip bip, bip bip tenha metido inveja a toda aquela gente no bar. Finalmente a mensagem que tanto desejava.
Abro a mensagem:
“ Pingo Doce… esta semana 50% de desconto em lenços de papel… “ 
FODA-SE o que é isto, até os gajos do pingo doce gozam comigo?

Volto a sentar-me… e peço mais uma água… 
A noite parece-me tão dura quanto o sofrimento.



segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Noite inesperada






Sexta-feira, a meio da tarde recebo uma mensagem tua, simplesmente dizia “Vem ter comigo às 22h, vestido de gala, do resto trato eu, alguém te vais buscar” . 
Passei o resto do dia inquieta e surpresa com tudo isto, não parece de todo coisa que faças, mas se foi com o intuito de surpreender conseguiste. 
À hora marcada lá estava o carro, desço e assim que entro alguém me diz “É melhor usar isto menina!” entregando-me uma máscara e um envelope que abro curiosa. 
Tinha caprichado no vestido preto, longo, sem costas e com um decote de fazer girar cabeças ao passar, sentia-me bem, sensual mas com um misto de receio e curiosidade que me fazia ferver o sangue, mais ainda quando li o que estava no envelope e que dizia para me livrar da roupa interior pois não ia precisar dela. 
Mais uma coisa que me surpreendeu mas acatei, lembro-me de pensar que se era assim que querias então que assim fosse. 
Quando chegamos entro no que parece ser um Bar mas de muito bom gosto onde está toda a gente de máscara e se transpira glamour e luxúria, o que me deixa ainda mais excitada e receosa, pois não sei como te encontrar, sentindo-me completamente perdida. 
De repente alguém me sussurra ao ouvido “Vem comigo meu anjo…” com essa voz que por si só me consegue arrancar gemidos e que não deixa de me surpreender, sigo-te por entre toda esta gente bonita para uma parte mais reservada onde se encontram mais três casais já tão embrenhados em beijos e carícias que nem notam a nossa presença, e sentamo-nos bebendo e conversando até não aguentarmos mais e cairmos nos braços e nos lábios um do outro. 
Não sei como nem porquê mas o resto do mundo deixou de existir, só aquele recanto importava, o facto de estarmos a ver os outros, sermos testemunhas do seu prazer deixou-nos loucos, lascivos, devassos, soltamos os nossos demónios e caímos no prazer de toda aquela luxúria. 
Lentamente, enquanto que com uma mão me acaricias os seios deixando me exposta, levantas-me o vestido pois sabes que, se acatei as tuas ordens, não trago nada por baixo e tocas-me doce e freneticamente até me fazeres vir na tua mão, que levas aos teus lábios para me provares, vejo que temos quem nos olhe mas não me importo, quero que vejam que sou tua, as sensações que me provocas e digamos que tudo isso aliado ao ambiente luxuriante torna tudo muito mais intenso. 
Sem hesitar abro-te as calças e liberto-te da tortura que tens sentido, salto para o teu colo e roço-me em ti até me implorares para que te deixe sentir-me por dentro, obedeço-te, lentamente, porque gosto de te provocar e fazer perder o controlo, e quase de imediato explodimos os dois num orgasmo tão intenso, tão carnal que nos deixa trémulos e exaustos. 
Depois de compostos agarro-te pela mão e digo-te que quero ir para casa, ficas perplexo mas assentes, quando chegamos começo-te a despir e digo-te: -Adorei a noite, mostraste a todos como sou tua, agora vais ser tu meu! 
E entre beijos provocantes e carícias desejadas, fazemos amor, um amor doce e sentido de entrega total, porque somos demónios mas um dia já fomos anjos… 

Miss Kitty  #BurningW

domingo, 15 de janeiro de 2017

Satisfaço-me




Hoje não, dizes-me tu…
Dói-me a cabeça, sinto-me cansado… há dias assim, não és tu, sou eu. 
Estou mesmo cansado.
-Então e uma massagem?
Não quero mesmo nada, acredita… Só preciso fechar os olhos e descansar.
-Não fodemos há pelo menos uma semana, não é normal.
Vamos reduzir isso, mas hoje não.
Viro-me para o outro lado e fico pensativa, cheia de pensamentos interrogativos…
Será que tens alguém?
Será que deixei de te satisfazer?
Ainda há uns tempos dizias-me que não eras capaz de ficar um dia sem me saltar para cima, e agora tem sido isto?
Vou deixar de me lamentar… e interrogar. 
Hoje não lhe apetece, é assim mesmo, já me aconteceu. 
Mas a ele nunca… sai pensamento negativo!
E logo hoje que estou louca, com um desejo enorme de perder as forças nas pernas, de me contorcer por completo e de me saborear, saborear todo este prazer que liberto e me escorre pelas pernas…
Hoje não queres, aceito, mas eu quero.
Levanto-me e vou para a casa de banho, toalha no chão, sento-me, tiro o vibrador rosa da gaveta e faço-o entrar em mim… encosto-me à parede, abro uma perna e pouso-a no banco em frente a outra afasto-a o mais que consigo… já entra em mim como se tivesse sido untado com óleo de rosas, com uma mão faço-o entrar em mim, bem fundo, com a outra, aperto firme o mamilo, mordo o lábio inferior e imagino-te aqui a entrar mim… cada vez mais fundo, deslizo a outra mão até ao clitóris e toco-me como se do teu toque se tratasse… sinto-me perto de atingir o orgasmo e paro, retardo o inevitável, sabe tão bem… retiro o vibrador e chupo para saborear-me, sentir o que sai de mim, o néctar que liberto hoje, neste dia que estou excitada, louca de desejo… volto a entrar e o meu pensamento volta para ti, entro com força e bem fundo, como se do teu caralho se tratasse e acabo por me contorcer toda, quase que nem me consigo levantar, ajoelho-me, tal foi o prazer, perco as forças enquanto sinto as pernas a tremer e o meu néctar a escorrer, ainda me sinto em pleno orgasmo, esfrego-me, toco-me um pouco mais  e levo a mão à boca, tal como me fazes sempre que me venho… continuo com este gosto intenso e excitante.

Guardo o vibrador, subo as cuecas e sigo de imediato para a cama…agarro-me a ti e deixo que todo o teu cheiro se funda com o meu. 
Garanto-te que amanhã irás acordar e vais sentir este sabor que levo entre as pernas, nas mãos e pelo corpo, depois, depois vamos ver se não queres me saltar para cima.


#L611 #BurningW

Promise!






Atrevida, lanço as primeiras palavras para quebrar o gelo.
- Vai correr bem, não estejas assim. ( É a nossa primeira vez após quase dois anos sem ninguém, vai correr bem, penso eu. )
Assim como?
-Sei lá, pareces-me tímido e a tremelicar.
O quarto está fresco e sei lá, sinto-me um pouco nervoso… e há sempre coisas que falamos e dissemos que íamos fazer e agora, sei lá, pode não correr bem.
-Não te preocupes, vai correr bem… espero eu!
Chego-me perto enquanto lhe beijo o pescoço, vou desapertando a camisa, viro-me e enquanto vou baixando as calças, roço com o rabo no pénis dele, sinto-o teso… que bom, meio caminho andado. Tiro as sabrinas ainda vergada a baixar as calças sinto as suas mãos a acariciar as minhas nádegas enquanto me vai retirando as novas cuecas fio dental de uma forma desajeitada…
Sussurras-me para me excitar e dizes-me que estás a ficar muito teso e que me queres fazer tudo aquilo que me dizias ao telefone…
Chupar-me toda, tocar-me bem fundo na cona, me fazer ter orgasmos atrás de orgasmos e saborear cada um deles, me comer por traz e me obrigares a chupar todo o esperma até à última gota.
E eu estou louca para ser fodida, ter orgasmos múltiplos e te chupar o caralho todinho.
-Antes de começar, preciso te dizer uma coisa… O meio peito é igual ao de um bebé.
Não tem mal, o meu caralho também é igual a um bebé!
-Não tem mal meu querido, vou gostar na mesma…
Dizes que também irás gostar do meu peito assim, enquanto me metes de quatro, e vais baixando as calças…
Sinto cada dedo a entrar em mim, cada toque bem fundo, cada chupão no meu clitóris… sinto-me louca de desejo.
Pedes-me o preservativo, dizes estar pronto.
-Porque tanta demora?
Não cabe.
-Como não cabe? Eu até trouxe um dos grandes… digo enquanto me viro.
-FODA-SE! Que é isto? Dizias que tinhas o caralho igual a um bebé e tens aí um caralho enorme, até arregalo os olhos!
Eu disse que era igual, tamanho e peso!
-Isto promete… fode-me toda com tudo aquilo que tenho direito e me falaste, esquece o preservativo.
Entras em mim e nem dez segundos depois, fazes uns grunhidos, uns gemidos estranhos, as tuas pernas cedem e enches-me a cona com esperma. Paras, e retiras o caralho…
-Então… continua!
Agora preciso de tempo para recuperar…
-Ok, mas vem cá pelo menos chupar, tocar-me, sei lá… quero que me fodas, faças aquelas coisas todas que falamos ao telefone… faz alguma delas. Foda-se eu estou toda molhada e pronta para me vir.
Mas agora estás cheia de esperma e é estranho, meter aí a boca e tal, não é melhor te ires lavar?
-Foda-se! Isto não pode estar a acontecer… Ok, eu vou me lavar rápido… Fui num pé, vim noutro e já estavas deitado e a… dormir?
-NÃO ME FODAS, estás a dormir?
-Oh que caralho… hoje é dia para dizer, que meia foda.


Tenho que ser eu a tratar de mim mesma.
Realmente, quem muito promete…


Loucura de mulher...




Olho para baixo e aí estás tu, com essa boca quente a revirar tudo
Provocadora, sensual, destemida e ao mesmo tempo tão carente de prazer
Percorres o meu peito entre lambidelas e beijos, desces ao umbigo e abres-me as pernas enquanto me vais passando a língua nas virilhas, adoro tanto e tu sabes isso.
Tocas-me no caralho, enquanto me chupas e metes os testículos nessa boca quente. Voltas a olhar-me para ver a minha cara de satisfação, dá-te prazer saber que dominas o momento e que estou entregue a ti. Sabes que não devo demorar muito mais e por isso paras, sobes lentamente até que te sentas em cima da minha boca.
-Fode-me com essa língua, quero-a bem dentro de mim.
E assim o faço, sem espaço de manobra e com a boca completamente rodeada de prazer, chupo-te a cona toda, meto a língua bem dentro, sinto-te louca, este néctar não engana, estás louca de prazer ao sentires a minha língua a percorrer bem dentro. Que quente que és...
Com as minhas mãos, percorro-te as costas, em movimentos suaves e arrepiantes, agora sim, estás louca de prazer, agarras-me a cabeça e pedes-me ainda mais dentro de ti… já escorre esse teu prazer…
-Vou-me vir, dizes tu.
Com um movimento rápido, pego em ti, e tiro-te de cima de mim…
-Estava quase a vir-me…
Eu sei, mas não será assim, pelo menos hoje.
Ao colo, seguro-te entre beijos e sento-te na secretária bem em frente à cama, abro-te as pernas e fodo-te, fodo-te com toda a tesão ao mesmo tempo que cruzas as pernas por traz de mim e me pedes que te foda com mais força. Bem duro e teso dentro de ti, enfio mais dois dedos em ti, e tiro para te fazer chupar, chupas cada dedo como uma perdida…
Queres te vir minha putinha?
-Quero me vir como uma grande PUTA, para esse caralho.
Com uma mão aperto-te um peito e com a outra o pescoço, estamos completamente perdidos neste prazer… o som da secretária a bater na parede, barulhos ruidosos do prazer, excitação do momento, venho-me e vens-te com tanta intensidade que fazes-me sair dentro de ti, enquanto escorre o teu néctar pelas pernas, pernas que tremem de prazer…


Look who's there




Tu és louca, sabes isso, não sabes?
-Sei! E tu gostas que eu assim seja.
Está aqui imensa gente e vão dar conta.
-Estás com medo de te vir para as calças é? Achas que os meus pés te podem fazer vir? Vê lá, se me dizes que sim, eu não vou parar.
Assim não me vou conseguir vir, mas já sinto algo a sair de mim.
Até pode nem se ver por baixo da mesa, por causa da toalha, mas eu não consigo ficar indiferente a isto…
-Calma, vamos lá fora apanhar ar.
Tu és louca… estou que nem posso, olha para isto. Todos devem ter reparado.
-E é bom, já viste a quantidade de mulheres que ali há? Imagina que todas querem vir chupar essa dureza toda.
Se não tomas cuidado, aparecem aqui umas quantas e levam todas o prazer que estou prestes a libertar…
-Quem sabe!
Isto é um casamento, tem imensa gente e ainda por cima é da tua família… não podes esperar por logo?
-Eu posso, mas pelo que vejo, tu não podes. E aqui também ninguém vê nada, esta quinta é enorme, e já andamos tanto que acredito que nem sabemos o caminho de volta ehehe
-Até te pedia para me chupares ou tocar, mas prefiro esperar por logo e ter um bônus extra, quero-te sentir bem dentro de mim, quando tivermos a caminho de casa… prometes que paramos a meio caminho e me fodes dentro do carro?
Prometo. Mas agora, chupa-me!
-Chupo… chupo, porque quero ver esse corpo a vibrar de desejo.
Dizes estas ultimas palavras enquanto me abres o fecho e o tiras para fora… de imediato colocas todo ele na boca e vais chupando suavemente até que te deixas ficar pela glande enquanto essas mãos loucas, as tuas maiores aliadas, o apertam e impõem um ritmo acelerado, continuas a chupar ao mesmo tempo que me vais olhando, com esses olhos selvagens.
Acho que está ali alguém a ver, e parece-me uma amiga tua.
-Deixa estar… finge que não viste, desfruta.
Não acredito, essa tua calma! Tu sabias que ela estava ali, era isso que me estavas a dizer no outro dia, que um dia iria ter algo diferente?
-Desfruta!
Foda-se! Como posso ignorar? Se isso me dá prazer sabendo que ela está ali a ver.
A tesão aumenta, os olhos da desconhecida cruzam e fazem faísca com os meus, o meu pênis endurece ao ver que essa amiga se vai tocando.
Enquanto me vais chupando, olhas para cima.
-Estás a gostar, não é? Então agora fecha os olhos e imagina que é ela que te está aqui a chupar. 
Teresa! É assim que me podes chamar enquanto te vou chupando, mas manténs os olhos fechados.
Antes de os fechar, olho pela última vez… está longe, mas dá para perceber que aqueles peitos são enormes e estão a desfrutar do momento.
E deixo-me ficar nos meus pensamentos, até que este oral acaba por me fazer explodir de prazer, ao mesmo tempo que digo pela última vez o teu nome, Teresa chupas tão bem.
-Chupa, não chupa? Valeu mesmo a pena teres fechado os olhos e imaginares que seria ela a mamar-te todo, isto que acabas de me deixar na boca, é bom demais.
Tu és uma louca… digo enquanto com o olhar procuro a Teresa, mas já não a vejo.

-Ela já foi… mas um dia, também será tua, ou nossa!


Dama...




Este é o conto, onde ela se produzia horas antes de sair para um encontro às cegas, com jantar, e onde ele às cegas se encaminhava.
Ela, dorme uma hora nessa tarde para poder dar descanso ao seu corpo, toma um banho relaxado, coloca a sua elegante lingerie, mete o seu perfume flower by kenzo, passa um batom vermelho pelos lábios, veste os seus collants com ligas, faz deslizar o seu melhor vestido pelo corpo e calça o sapato alto brilhante que a torna uma deusa, mas mesmo assim, a insegurança percorre cada trilho do seu corpo, mesmo sendo e estando tão bela.
Ele veste as suas calças de ganga, a sua tshirt preta e o calçado desportivo… olha-se ao espelho, sorri, coça os tomates e diz para si próprio que não há coisa mais bela e sexy no mundo.
Encontram-se no num restaurante de comida japonesa. Restaurante bonito, calmo e cheio de elegância, ao nível dela… para ele, apenas mais um local para comer.
-Estás bonito… diz ela, com toda a elegância e doçura.
Obrigado. Tu também estás um belo pedaço de mau caminho.
-Não compreendi…
Estás gira, cheirosa… boazona!
-Tinha percebido, só não queria acreditar que estavas a dizer da maneira que disseste.
Pronto, estás muito bonita.
Obrigada.
Fazem o pedido, comem, falam da (pouco) interessante vida que levam e do porquê de arriscarem neste encontro.
Ele, amigo do namorado de uma amiga… onde ele lhe diz que devia ir a esse encontro porque a rapariga é educada, elegante, inteligente e muito sensual.
A pergunta dele foi só uma… “ E as mamas dela? “ Não obteve resposta por parte do amigo. Ok, obteve mas não irei dizer...
Ela, aceitou o desafio, após tantos fracassos, e sendo aconselhada pela amiga, não hesitou e quis esta nova experiência… também ela fez uma pergunta. “ E achas que ele vai gostar de sair comigo? “ Obteve uma resposta directa… Claro que vai, tu és linda.
Acabam o jantar e deixam aquele magnífico restaurante, a saída dele em nada se perde, a dela, deixa um vazio enorme no restaurante…
Seguem para casa dela, bebem um copo, dois copos e mais outro… ambiente aquece, conversas excitantes e acabam por se ir despindo…
Ele com a bebida torna-se tímido, ela desinibida… confessa-lhe que quase se sente uma ninfomaníaca e pede que lhe salte para cima enquanto percorre-lhe o corpo com beijos e caricias… ele sem reação, acaba por se sentir pressionado…
Ela mete-se a jeito e pede que a trate como uma puta na cama, já que na rua se sentiu uma dama.
Após umas duas horas de prazer entre os dois, ele acaba esgotado e ela a pedir mais, ele pede paz e calma e ela que lhe foda toda até à alma.
Neste conto… ela era uma senhora na rua, e uma puta na cama.

Ele um leão na rua, e na cama... é melhor nem recordar...


Afasta-te de mim



Afasta-te de mim.
Talvez seja lido de uma forma bruta ou insensível. Mas haverá outra maneira para escrever o que quero?
Procurei-te!
Afastaste-te!
Tentei entender-te! E poucas foram as vezes que consegui.
Ignoras-me…
Ignoro-te!
Desejo-te e no fundo, se calhar, até tu me desejas…
Mas, como saber?
Na verdade, perdemos oportunidades por tão pouco.
Sabes, por vezes, ODEIO-TE!
Quero que te afastes de mim.
Desapareças.
Esqueças que existo.
Quero esquecer que existes.
Mas…
Depois.
Existe e fica a dúvida.
Existes tu!
Quem no fundo quero perto, quem no fundo quero sentir, abraçar…
É contraditório, eu sei!
Mas, eu sou assim…
Agora só te peço isto…
Afasta-te de mim.
Da minha cabeça, do meu olhar, do meu coração.
Afasta-te!

Assim, como eu me irei afastar de ti…
Como me tenho afastado de ti...