quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Jogos de prazer... Final!




Este nosso jogo terminou sem regras… entrega, vontade, desejo e muita paixão.
Não sei mais como te pedir para continuarmos com estes jogos… ainda para mais, sendo a tua casa o palco escolhido para a nossa quarta entrega.
Ligo… atendes…
Hoje queres continuar a nossa aposta, o nosso jogo?
-Estou cansada… e…
Caiu-me tudo… Desligo a chamada. Paro uns segundos para tentar me recuperar daquele choque e volto a ligar.
Desculpa, a chamada caiu…
-Não tem mal… Como estava a dizer. Sinto-me cansada e, preciso mesmo de uma massagem e de te ver. Quero mesmo e preciso mesmo de continuar este nosso jogo.
FODA-SE! Só me apetecia gritar e bater com a cabeça nas paredes… 
MAIS UMA VEZ COM ELA!
Sexshop… Óleo relaxante, vela com aroma a chá verde e vibrador de massagem de clítoris…
Chego atrasado… começo mal! Toco à campainha a porta abre e…
Como relatar o que os meus olhos avistam…
Onde devo esconder estas coisas que comprei… Quem será que vai receber a massagem?
Toalhas no chão, velas acesas, incensos, óleos e musica…
Ela… olhos pintados, vestido tailandês e … e só o vestido mesmo. Meu Deus!
-Antes de começarmos… sou a massagista, tu és o meu cliente. Eu dito as regras, tu obedeces… Eu mando calar, tu calas. Eu falo, tu ouves.
Não estavas cansada?
-Estou… mas não de ti! Despe-te, deita-te e desfruta.
Despi-me em menos de dez segundos, tal era a vontade. Perdi-me nestes jogos e sei que hoje, será o fim…
Despido. Deito-me… Já estou tão teso que se caísse aqui uma toalha, parecia uma tenda da Decathlon, de montagem rápida.
Ela olha-me… ajoelha-se, deita parte do óleo sobre mim, peito, pernas, pés e por último no meu caralho… aquele misto de frio com quente.
Toca-me nos testículos e depois com as duas mãos segura-me o caralho… cima, baixo… apertado, leve… lento, rápido…
-Não percebo nada de massagens. E segundos depois, levanta aquele vestido, sem nada por baixo, aproxima-se e deixa-se cair sobre o meu caralho… que aperto, que aterragem sem aviso.
Levanta-se… saio dentro dela. Não quero parar, porque o fizeste…
Avança um pouco mais, agarra-se à mesa da frente e faz-me lamber e roçar naquela vulva. Roçasse, e faz-me saborear todo aquele prazer.
Deixa rasto do seu prazer sobre o meu rosto… Sai, recua… volta a fazer-me entrar naquela imensidão de prazer. Enquanto se vai satisfazendo, baixa-se, roça os seus mamilos nos meus mamilos e com a língua, lambe tudo aquilo que momentos antes me tinha dado. O seu prazer, o seu néctar!
A sua língua percorre o meu pescoço, queixo, lábios… explora-me a boca e a sua língua dança com a minha ao som dos nossos gemidos, do som das nossas investidas, do óleo derramado e da luxúria dos nossos fluidos.
Já tiveste o teu orgasmo e já escorre todo o meu esperma por ti… Tu e eu sabemos que preciso de recuperar para continuarmos… mas não paras.
Quando o sentes já sem a dureza que desejas, sem as veias salientes… recuas. Percorres as tuas unhas desde o meu peito até às virilhas.
Colocas todo esse meu desejo na tua boca… chupas, lambes e paras… Olhas para cima, bem nos meus olhos e…
Quando te preparavas para dizer algo, interrompo-te!
Não suporto mais estes jogos... Quero-te a ti, hoje e para sempre... rendo-me!
-Eu também me rendo e quero-te muito... Mas se pensas que ficamos por aqui… 
meu menino, estás bem enganado. A noite, ainda é uma criança!  

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Acredita...



Subo ao quarto andar. Abro a porta do consultório…
Entro, sento-me e tento organizar aquela confusão de papéis…
São nove horas em ponto. Oiço bater à porta.
Entre. Digo numa voz calma e meiga.
Entra a “ Rosa “…
Olá Rosa, como se sente hoje? Hoje quer sentar-se ou deitar-se?
-Deitar… e se possível, de olhos bem fechados.
Vamos então.
A Rosa deita-se…
Naquele divã bem junto à cadeira onde me sento. Nesse divã, fica sempre o livro “ O Monge que vendeu o seu Ferrari “ De Robin Sharma. Para entre pausas se vá dando uma vista de olhos.
Rosa, o que tem feito para mudar a sua vida…
Quando terminei de dizer… “ a sua vida… “ A Rosa, abre os olhos, e de imediato, e num cerrar dos dentes, fecha-os. Deixa fugir a sua primeira lágrima.
A minha expressão mantêm-se, apenas seguro na sua mão e deixo-lhe um lenço de papel perfumado.
-Cheira bem.
Diz-me com um pequeno e quase forçado sorriso.
-Antes de começar… Diga-me uma coisa L. Quantas pessoas já aqui passaram e que o tenham feito perder tempo a ouvir coisas como estas. Sei que é o seu trabalho mas, é deprimente.
Não as contei. Sei é que todas elas têm-me trazido uma conquista diária. Todas tem, tal como você Rosa, feito do seu mundo, um pouco melhor do que aquele que tinham quando aqui entraram pela primeira vez. E tenho sido feliz. Não tenho perdido tempo.
-Obrigado. Respondendo à sua pergunta L.
Nestas ultimas duas semanas, consegui encontrar uns minutos da minha vida agitada, para passear, ir comer um gelado e… oiça esta. Passear à chuva. É verdade, dia 12 choveu, como sabe, e ao ouvir as primeiras pingas, lembrei-me de si e do que me fez dizer e prometer.
Então, vesti o meu vestido azul curto. Curto quanto basta, abaixo do joelho. Meti umas sabrinas e corri para a rua. Para não parecer meio estranha, coloquei um saco ao ombro e assim deu a entender que ia ao mini mercado aqui na minha zona. Fiquei toda encharcada. Cheia de frio. Cheia de lama nos pés e nas pernas. Mas foi tão bom. Parecia uma adolescente.
Muito bem Rosa. Agora compreendo o porquê de estar quase sem voz.
A Rosa, soltou um sorriso sincero e uma sonora gargalhada.
Ganhei o dia, disse para mim, enquanto fingia ler ou escrever algo no meu bloco.
A Rosa, é uma mulher que cuida dos seus três filhos, como tantas outras mulheres. O seu ex-marido, agredia-lhe. Não fisicamente mas, verbalmente. Tirando-lhe ou mesmo, roubando-lhe todo o seu amor-próprio e a sua auto-estima. A Rosa, deixou de viver para si. Viveu para ele e para os filhos durante anos. Até ao dia em que ele a abandonou e a deixou com os filhos. Ainda hoje, a Rosa, acha que ela é a culpada e que fez algo de mal. E que deve ter merecido isso.
Eu digo-lhe, que foi a tal janela que se abriu depois de uma porta tão má, se ter fechado.
Já passou muito tempo mas, para a Rosa, tudo parece recente e vive se castigando.
-Ontem vi um conhecido, que me deixou um sorriso e um Bom Dia. Quando levava os meus filhos à escola. Baixei o olhar mas, sorri. E dei-lhe os bons dias na mesma. Já não é a primeira vez que o faz e até é muito simpático a falar da sua filha e dos meus filhos.
A Rosa quando entrou neste consultório pela primeira vez, chorou desde que entrou até sair. Contou-me parte da sua vida. Eu de pé, longe do seu olhar… tentava apenas ouvir e perceber a confusão que ia na sua cabeça e como a organizar de maneira a que ela conseguisse sentir que a sua vida poderia ser igual a tantas outras.
Mas, nesse dia… Chorei pela primeira vez no consultório. As lágrimas corriam-me pelo rosto. Morrendo bem junto ao meu peito.
A Rosa, é uma mulher tal como tantas outras. Que apenas precisava de ser ouvida, compreendida e amada.
Cada um de nós, tem o seu lado Psicólogo. Coloque-o em prática para quem ama.

A Rosa, voltou e acreditou em si. A Rosa, hoje, é uma mulher feliz. Dentro do que se esperava e pretendia para ela. Aos poucos, ela tem voltado a sorrir. Porque encontrou a força que precisava onde menos esperava, dentro de si.


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domingo, 27 de novembro de 2016

Jogos de prazer... III




Tem sido assim nos últimos dois dias, não quero mais jogos.
-Perdi, recordas-te?
Sim recordo. Mas recordo-me de ter dito que queria continuar…
-Mas sem regras, é isso?
Sem regras, claro. Há quem diga que não há duas sem três, e que a continuidade do sexo ou aventura com a mesma pessoa a tendência é para estabilizar e não ficar ainda melhor, e que a intensidade não é a mesma, e que assim até se consegue deixar de pensar tanto um no outro, e bla bla bla.
-Tens pensado muito em nós é? Tens necessidade que isto piore para te libertares desses pensamentos maliciosos?
-Sabes que também me tenho sentido assim?
Nem quero falar nisso, eu ando… perdido! Hoje vamos a minha casa?
-Pode ser.
Toca a campainha, pontual, 21h.
FODA-SE, como quero ou posso eu deixar de pensar em ti, vindo tu nesses trajes?
-É assim que me recebes? Com um “ FODA-SE “? Se ao menos fosse com um, entra e fode-me.
Não, hoje é… entra que te vou comer, possuir, montar, penetrar, foder…
-Acho que também gosto de ser recebida assim.
Põe-te à vontade…
-Então vais buscar brinquedos?
Não, hoje é tudo ao natural, nada de brinquedos.
Como te adoro ver assim.
-E eu como te fico louca ao te ver assim e com ele já bem teso.
Gatinhas na minha direcção com os olhos bem focados no meu caralho, agarras-te às minhas nádegas e começas a chupa-lo com movimentos lentos…
-Já lubrificado? Estás assim tão doido? Que sabor é este que sai de ti que adoro tanto… quase que nem te toco e já estás assim?
Continua a chupar, foda-se, acho que me vou vir mais rápido do que queria.
Entusiasmas-te e começas a chupar com mais intensidade, olhas para cima com esses olhos de anjo selvagem, sabes que estou louco e começas a sentir a tesão na tua boca, as veias do caralho cada vez mais salientes, e isso excita-te, excita-me…
Vou me vir, digo-te com a voz trémula… tiras da boca e apertas com mais força, fazes-me vir para as tuas mamas, todo o meu desejo percorre desde o teu peito até à virilha…
FODA-SE, que bom.
-Vem cá…
Deitas-te no chão, deito-me em cima de ti, beijo-te e saboreio-me em ti, beijo-te as orelhas, passando pelo pescoço, aperto-te os mamilos enquanto os beijo, viro-te e com a língua percorro as tuas costas, que sabor tem a tua pele, que doçura… continuo e chego às tuas nádegas, afasto-te as pernas, abro-te as nádegas, passo a minha língua sedenta e lubrifico-te toda, o teu néctar já escorre desde a tua cona até ao teu rabo, sinto o sabor enquanto a minha língua descobre esse rabo. Já me sinto teso novamente, já me sinto preparado para entrar em ti e entro cheio de tesão, soltas um suspiro de satisfação, de tesão.
-Que bom te sentir dentro de mim, tão rápido e já com essa tesão.
Estou tão teso e completamente dentro de ti, sinto-o todo em ti.
Empinas o rabo e pedes-me que te vá tocando ao mesmo tempo que te fodo. Vejo-te a tapar a boca, rebolas, viras-te para mim, volto a entrar em ti, metes-me os pés no peito enquanto te vou fodendo cada vez mais intensamente, sinto-te a vir, sinto-te completamente molhada, finjo que não me apercebi, uno os teus pés e chupo cada dedo ao mesmo tempo que te vou fodendo, tocas nas mamas, na cona e soltas umas palavras no meio de uns suspiros.
-Já me vim umas duas vezes, sabes?
E eu estou quase a chegar à minha segunda, ao ouvires isso, mexeste mais e mais para me fazeres vir, gemes e tocas-te com mais intensidade. Saio dentro de ti, ainda com os teus pés nas minhas mãos e venho-me para eles ao mesmo tempo que te continuas a tocar…volto a baixar-me ainda meio atordoado, e chupo-te a cona e uma vez mais atinges o orgasmo, este mais suave e saboroso.
Assim não será fácil te tirar do pensamento.
-Nada fácil. Tu fodes-me como nunca.
E eu sinto-me completamente fodido por ti.Estamos perdidos num jogo sem saída



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O mundo que escolheres...



E se do nada, todas as tuas metas e sonhos fossem possíveis de alcançar?
E se a força que precisavas e desejavas, se encontrassem bem dentro de ti.
Ou, pelo menos, tão perto de ti. E que só faltasse abrires o teu coração para as receber, e voar…
E se deixasses de encontrar desculpas e fosses à luta. Tentar pelo menos…
Tentar, cair se fosse o caso. Voltar a tentar e cair novamente, se tivesse que ser.
Mas não desistir.
Cada pessoa consegue fazer mais coisas do que aquelas que imagina. É que não tenhas duvidas…
Começamos por…
- Desejar e ter objectivos. E não encontrar desculpas destrutivas.
- Traçar esses objectivos.
- Criar objectivos menores que vão ao encontro dos objectivos principais.
- Rodear-te de amigos que te façam ver que é possível.
E quando falo de amigos que te façam ver que é possível, não é aqueles que te levam ao colo. Não. É aqueles, que te apoiam, que te tentam entender, que acreditam em ti. Que sabes que estão ali para partilhares os deslizes e conquistas desses mesmos objectivos. Nunca te fazendo ultrapassar barreiras para se tornar mais fácil.
- Livra-te de quem não te faz bem. Quem não te acrescenta nada. Quem intoxica o teu dia a dia. Com: “ Isso é difícil “ ; “ Vê lá, o outro nunca fez tal coisa “ ; “ E se der errado, como vais recuperar isso tudo “… Frases destas, são frases de pessoas que nunca tentaram. Livra-te delas.
Nos momentos em que encontras um obstáculo que vais ter um pouco mais de dificuldade a ultrapassar. Para, planeia…
Faz um teste…
Faz um círculo num papel. Escreve o nome de cinco amigos que te fazem bem. BEM MESMO.
Não tens cinco? Só tens 3, 2 ou mesmo 1. Tudo bem… que seja. Quantidade não significa, qualidade.
Liga para essa pessoa todos os dias. Pergunta-lhe como vai, se quer ir beber um café, um chá. Passear… Sorrir. Conta-lhe uma piada, ou transforma uma dificuldade que estejas a ter num motivo de gozo. Fazendo, com que essa dificuldade se transforme numa migalha.
O que para uns é difícil e impossível, para ti, pode não passar de um simples passo para a direita e avançar para o objectivo final.
Acredita em ti. Traça pequenas metas. Rumo ao teu sonho, à tua conquista. Cai, levanta-te, chora, grita, irrita-te… mas, não pares. Continua… Acredita em ti.
Após conquistares o mais pequeno dos teus objectivos traçados. Será a tua primeira conquista. Irás perceber, que é possível. Irá ter um sabor especial. É uma conquista tua, só tua caramba. SORRI. Depois, voltas a traçar outro e outro. Um mais complicado, outro mais fácil… Mas continua, pé ante pé.
E quando alguém te disser, desiste.
Tu responde: “ Vou tentar uma vez mais “
Lembra-te. Tu tens mais força dentro de ti, do que aquela que algum dia possas vir a imaginar.  


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Jogos de prazer... II




Os jogos continuam...
-Vamos a minha casa, dar continuidade à aposta? Não pode ser só na tua…
Continuidade? Aposta? Não estou a perceber…
-Levas tudo à risca? Ok. Podemos falar do que aconteceu naquelas paredes, ok?
Ah! Assim já te começo a perceber.
-Vais lá?
Vou, claro!
Nove horas em ponto, toco à campainha.
Abres a porta com apenas uma camisa vestida…
Assim vai ser difícil, truque baixo.
-Estás a falar do que? Disto?
E não tens nada por baixo… truque muito baixo.
-Vira à esquerda, primeira porta, despe-te e deita-te na cama. Já lá vou.
Voltas vestida com fantasia de Policia… Isto promete.
-Gostas?
Adoro!
-Vais me resistir ou terei que te algemar?
Isso vale? Não me podes tocar, recordas-te?
-Menino mal comportado, só algemado.
Calma, antes de começarmos… Há continuação do jogo?
-Claro que há, a não ser que desistas já.
Querias!
-Por acaso, não queria.
Colocas o frasco com óleo de jasmim ao lado, vestes as luvas e pegas no bastão…
Molhas a ponta do bastão no óleo quente e percorres os meus mamilos, voltas a molhar e continuas até passar pela barriga, começo a ficar com ele mais teso, sentes isso e enches-me de óleo a cada passagem.
Sinto-me cheio de tesão, quente e com um desejo louco de entrar em ti.
Pousas o bastão, juntas as mãos e agarras bem firme, movimentos lentos, mas bem firmes.
Isso não vale!
-Estou de Luvas… xiu!
Tocas-me nos testículos com uma mão, apertas, massajas…
Vais para cima de mim, viras o rabo para mim, mostras-me como estás húmida, chegas perto para que me excite ainda mais. Quero meter a língua, quero chupar-te toda… Mas não deixas, não consigo estando algemado, continuas com os teus movimentos sensuais em cima de mim enquanto me vais massajando, sinto-me perto de te dar aquilo que desejas.
Baixas-te e agora deixas-te saborear… por apenas uns segundos.
-Foi bom não foi? Pode ser tua...se aceitares desistir.
Senta-te nele, deixa-me vir para ti, quero te ver a gemer comigo dentro.
O jogo terminou…
Sentas-te em cima de mim, metes tudo dentro de ti, gemes, gritas, chamas-me nomes enquanto apertas um peito com a outra tocas-te. Fazes-me saborear os teus dedos húmidos… venho-me ao mesmo tempo que tu, deixas-te estar um pouco e beijas-me, sais, deixas que saia tudo dentro de ti, para cima de mim, saboreias e engoles o que te dei, obra do teu prazer.
-Perdi, não foi?
Sim…
Mas acho que quero dar continuidade a este jogo.
-As chaves das algemas? Não sei onde as meti…
A sério? Mentira...
-Tremeste.



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sábado, 26 de novembro de 2016

Jogos de prazer...




Parecemos dois adolescentes, nervosos e sem saber o que dizer enquanto este velho elevador nos leva ao meu apartamento.
Chegamos…
Abro a porta, procuro com o olhar ver se há algo desarrumado.
-Tudo limpo e arrumado, dizes-me tu. 
-Contrataste alguém para vir limpar a casa? Sorriso matreiro.
Queres tomar algo? Um café?
Foda-se! Não tenho café, que merda de sugestão…
-Não, obrigado.
Que alívio.
Queres falar de algo ou vamos tirar as teimas?
-Vamos tirar as teimas. Só não te esqueças, quem perder, terá que pagar um ou uma striper já no próximo fim-de-semana, com Hotel incluído! Para o que nos deu, não é?
Sim, sei as condições! Dispo-me, despe-se…
Como te tinha dito… depilação feita e como podes ver, não é de hoje nem de ontem, data do início da aposta.
-E como podes ver, depilação feita e a lua tatuada na virilha.
Estou a gostar do jogo, mas qual era o próximo passo para sabermos quem cedia?
-Agora tinhas que me deixar louca, mas não poderia haver contacto físico, de resto poderia ser utilizado tudo, vibradores, cintas, tudo… menos o contacto da tua pele, com a minha.
-Posso começar eu?
É isso… E não, não podes começar tu. Deita-te nesse sofá, já volto.
Volto com 6 cubos de gelo numa taça, dois morangos e um mini vibrador de dedo.
-Hummm, isso vale?
Não te toco com a pele, só com isto… aguentas ou queres já desistir? 

A Striper no próximo fim-de-semana está no meu horizonte.
-Eu nunca desisto de nada… mas estou curiosa.
Começo por me sentar a teu lado, com o morango fresco percorro o teu peito e deixo-te arrepiada, meto-me por cima, enquanto o gelo vai derretendo no meu peito, deixando umas gotas caírem sobre as tuas virilhas, começas a ficar corada e abres as pernas, agarras-te aos peitos e procuras com uma mão te tocar…
Não! Isso também não vale, só eu te posso tocar…
Tiras a mão e voltas a tocar-te nos peitos… com o vibrador enfiado no dedo, vou-te penetrando com o dedo da mão direita e com a esquerda o gelo toca-te no clítoris…começas a ficar mais excitada. Caramba, como és linda nua. Penso eu.
Continuo a penetrar-te e deixo-te o cubo nos lábios, enquanto escorro parte da água dos outros cubos que se iam derretendo, arrepias-te, fazes um gemido de prazer, queres muito mais que esse pequeno vibrador de dedo, tocas-me…
Assim, perdes.
-Perdida, já eu estou.
Ainda não!
Com o outro morango vou percorrendo o teu corpo molhado, intensifico o meu respirar junto ao teu ouvido, percorro o morango até baixo, até te tocar novamente no clítoris…
-Podemos trocar? É que não aguento muito mais.
Ainda não…
Desço do sofá, ajoelho-me perante a abertura das tuas pernas, penetro-te com o vibrador, enquanto passo o gelo no clítoris, sopro suavemente e vou intensificando cada vez mais, acabas por me dar aquilo que queria, o teu néctar. Queria tanto te saborear.
-Uouuu!! És mesmo um pedaço de mau caminho.
Afinal, sempre era isso que me chamavas…
-Agora eu, ok?
Não! Não serás tu. Perdeste… O jogo terminou. Não poderias ter tido o orgasmo antes de vinte minutos….
-Não passou vinte minutos?
Não. Apenas doze.
-Mas posso ser eu agora, certo?
Não.
-Terminamos assim? Já viste como estás? Parece-me que não ias aguentar também.
Hoje sim, amanhã teremos muito mais, se quiseres.

Não sei se iria aguentar, agora não importa.
Lembra-te do que me pediste… “ O que acontece em quatro paredes, ficam nas quatro paredes “
- Sim, lembro. Mas adorei, sabes?
Sei.
-Eu vou voltar.
Também sei. 

E também desejo muito que voltes.      

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Saudade



Pego no lápis, seguro no meu bloco A5 e começo a escrever…
Pelo menos tento começar…
Tremo, sinto o meu pulso a ceder, as minhas forças a desaparecerem…
A cada batida do meu coração, cada rabisco é lançado para esta folha. Nada me sai, nada me ocorre… Estarei a perder as forças? Estarei eu a questionar tudo aquilo em que acreditava?
Oh Meu Deus…
Rasgo uma, duas, três folhas… 
Amachuco outras tantas.
Volto a tentar mas, desta vez uma lágrima escorre pelo meu rosto, sinto-a gelada. 
Cai sobre o papel, bem por cima da palavra, saudade…
Será que são saudades? Será receio de te dizer…
Volto a tentar, e as lágrimas geladas que me percorrem, o rosto e pescoço.
Lágrimas essas que a minha alma liberta. 
Uma por uma, caiem sobre palavras soltas que ali escrevi…
Não sei como começar…
Mas é na saudade que tudo começa…
A saudade.
É na saudade e no vazio que ficou.
O vazio que deixaste.
Vazio, é assim que me sinto sem ti por perto.
Fecho as mãos, carrego firme no lápis e tento voltar à palavra saudade… 
o bico do lápis parte e o meu coração chora.
As lágrimas escorrem...

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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

My soul...



Hoje acordei e decidi que seria um novo dia.
Decidi que tinha que mudar, esquecer o passado, tentar viver um novo presente.
Criar uma nova história, escrever a minha própria história.
Páginas brancas, lisas…
Decidi arrancar a pele que me cobre, milímetro por milímetro. Centímetros. Até me despir de toda aquela pele que me cobria com marcas de sofrimentos.
Mas não era a pele. Despido dela, continuava o sofrimento do qual queria me livrar.
O meu pensamento bloqueava.
As forças eram poucas.
A auto-estima tinha sido aniquilada.
Depois pensei que fosse o meu cabelo, talvez fosse nele que me devia concentrar.
Também ele cortado. Cortei sem orientação, sem traço fino. Apenas o cortei para me desfazer dele… e nada. As forças, teimavam em não voltar.
Há quem estude a mente do ser humano.
Eu acredito que se devia estudar o coração.
Acredito que é nele que se concentram todas as nossas forças.
Também ele o tentei sossegar, abafar. Por momentos senti-o parado. Não estava nele a solução para parar este sofrimento e começar um novo, eu!
Com cabelo cortado, pele tatuada de arranhões ao tentar libertar-me deste sofrimento. Olhos frios, distantes e sem esperança.
Ao espelho, descubro o porquê de não estar a começar.
Por cima dos meus ombros, com os olhos carregados de lágrimas e sofrimento, vejo a minha alma. A vaguear, sem destino. Libertou-se de mim, deixou-me…
Talvez, tenha sido arrancada.
Talvez tenha sido violada.
Talvez tenha sido marginalizada.
Mas preciso dela, preciso de a reaver.
Preciso dela em mim.
Preciso de mim.
Preciso de começar a escrever a minha história, a minha vida nestas páginas brancas que teimam em não deixarem reescrever.
Preciso da minha alma, a alma que me foi roubada

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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Pecador...



Quem já não foi fodido, ou fodida, através do pensamento. 
Quem já não sentiu a sua alma invadida por palavras, vontades, desejos…
Quem já não desejou ser o corpo que aquelas mãos suaves, ou fortes poderiam percorrer?
Quem já não apertou os seus mamilos, seus seios, sua vulva ou pénis com os olhos fechados a desejar que aquele toque fosse o toque daquele ou daquela que tanto desejavam ali ter.
Por acaso achas que só és pecador/a após caíres em tentação? Muito antes de o fazeres, já és um pecador/a. 
Já desejaste ser invadida, ser possuída, ser beijada e tocada por este ou por aquele. 
Num momento ou em vários.
Eu já! 
Tu já… e aqueles que te rodeiam neste momento, também já foram pecadores.
Talvez eu seja um grande pecador. 
Um pecador sem cura.
Perdoas-me por ser um grande pecador?
Não preciso do teu perdão, nem do perdão de ninguém.
Sabes, sou mesmo um pecador sem cura.
Tantas vezes a minha alma foi-me arrancada, por gemidos, toques ou vontades.
Tantas vezes o meu pensamento foi-me roubado por palavras.
Tantas vezes o meu corpo, deixou de ser meu, passando a ser nosso.
Não tenho cura… confesso que o meu lado negro me persegue. É mais forte que eu.
Consigo ter um meio-termo… mas o problema é que esse meio-termo, tem um custo elevadíssimo. 
Quem já sentiu a sua alma arrancada, seu corpo fodido e seu pensamento invadido…
A minha cura, encontra-se nas gotas do teu transpirar. 
Terei que as beber?
Será o teu cheiro exótico? 
Terei que o inalar?
Existem arranhões, cheiros e toques que nos marcam. 
E eu estou tão marcado!
E por isso, eu sou um pecador!            

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Caçador de sonhos...



Cada um de nós tem um caçador de sonhos na vida.
Mas o meu é um desgraçado do pior.
Sonhamos, acreditamos…
E esse sonho é roubado.
Dormimos e quando acordamos… desejamos que aquele sonho seja realidade. E uma vez mais, esse sonho é roubado.
Sonhamos com o amor…
Sonhamos com um futuro melhor.
Com a felicidade…
E quando acordamos… sonho roubado.
Esse caçador de sonhos, não passa de um oportunista.
Do mais vigarista que alguma vez possam imaginar.
Digam-me se não tenho razão.
Ontem sonhei com uma noite daquelas… daquelas bem quentes.
Estava tão bom, tão perfeito. E… Acordo simplesmente… sem som, sem barulho. 
Tento adormecer… com almofada no rosto, tudo o mais escuro possível para poder adormecer e… o sonho não volta. Quem deve ter ficado lá? O caçador de sonhos.
No dia anterior… estava a ter um pesadelo daqueles terríveis… transpirava e de certeza que até falar falava… tremia. Acordo… Vou a adormecer e volto ao raio do sonho. Fico acordado, uma hora… volto a adormecer e volto ao raio do sonho. Quem ficou no sonho? Ninguém… aguarda por mim. O caçador de sonhos, não gosta desses.
E por ultimo… esta noite, tive um sonho que já o tenho há vários meses…
Sonho que ganho o euromilhões… diz o local onde registo o boletim, como vou para lá num dia normal… e os números. Perfeito. No dia seguinte… faço tudo tal e qual como vejo no sonho. Chego lá… não me recordo dos números. E já lá vai uns meses valentes… Quem ficou com o sonho? O caçador de sonhos… porque na ultima vez que sonhei com ele, estava ainda no sonho quente que eu estava a ter e com umas quantas meninas giras e muito caviar…
No Natal, irei pedir que esse caçador de sonhos vá para o raio que o parta. 

#L611 #BurningW

Ao meu ritmo....




Aqui bem por cima de ti…
Olho-te, admiro-te…
O teu olhar brilha, o teu rosto transpira, os teus cabelos perdem a sua ordem.
As feições suaves que tinhas, desaparecem. Ficas possuída, ficas fora de ti.
Agrada-me tanto…
Deixas o teu lado meigo e doce de parte e soltas o diabo que há em ti.
O meu braço esquerdo aguenta com o meu peso… E com as estocadas suaves mas fundas que te vou dando, enquanto te olho.
Enquanto te acaricio o rosto com a mão direita…
Percorro o teu cabelo, tentando organizar cada ponta.
Mordendo o lábio inferior e olhando-te nos olhos… fodo-te com mais força…
A tua respiração aumenta de intensidade. Agrada-me tanto… sinto o teu cheiro.
Sinto-te tão bem lubrificada de mim e de ti, que paro… Quebrando aquele momento. Irritas-te! Tão bom ver-te assim, irritada e possuída.
Elevo-te as pernas, lambo os nossos fluidos que te escorrem…
Seco-te, molho-te. Entro em ti com dois dedos e vou massajando o teu clítoris. Agrada-te. Sinto!
Antes de te voltar a baixar as pernas, marco-te com uma valente palmada no rabo, ficas com a minha mão cravada, marcada nesse rabo.
Gemes e chamas-me cabrão!
Isso é música para os meus ouvidos.
Volto a entrar em ti… apenas com a glande, lubrificando-te.
Imploras que meta tudo, fundo, rápido… à bruta.
E isso agrada-me…
Cruzo as tuas pernas com os meus braços, entrelaçando os meus dedos por trás do teu pescoço. Ficas tão presa em mim, que só quando eu ceder irei soltar.
Sabes que não irei perder o vigor…
Sentes-te minha.
Cada vez mais fundo, mais forte, mais teso… fodo-te. Rasgando-te e levando-te à exaustão… Vens-te, cerras os dentes, mudas o teu olhar.
E voltas a chamar-me de cabrão. Foi tão bom, meu cabrão. Dizes tu…
Relaxo, solto-te. Levanto-te as ancas, viro-te de quatro e fodo-te, até todo aquele néctar que liberto te deixe tatuada por mim.
Deixas-te cair… caio sobre ti, abro-te as pernas, e enrosco-me em ti.
Ficando ali, a aguardar por uma palavra de ordem.

Vá, continua a foder-me… é só o que quero ouvir.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Nos provadores...



-Vai uma rapidinha?
Bateste com a cabeça, só pode!
-Vá lá… eu vou experimentar o biquíni, tu entras lá nos provadores e…
Eh lá! Acho que gosto da sugestão…
Mas porque levas tantos para experimentar?
-Porque assim há um motivo para demorarmos um pouco mais…
Boa!
Entras, despes-te e com as mãos no vidro, empinas o rabo, abro-te as pernas e fodo-te… Silêncio total. Só coloco a glande dentro… movimentos lentos, refletidos nos espelhos do  provador. Que tesão… Cada vez mais intenso e com ele já bem teso e dentro dessa cona rapadinha. Já o vidro em frente à tua cabeça se encontrava embaciado, pelo teu respirar. Cada vez com mais tesão, faço-te sinal que me iria vir…
Paras… ajoelhas-te e antes de o meteres todo na boca…
-Posso levar todos estes biquínis?
Estás doida? Tantos? Quanto é isso?
-Perto de 120€…
Nem pensar…
-Então olha, desenrasca-te! Eu já me vim…
Sua putinha chantagista…
-Tu gostas.
Engoles o mais fundo que consegues… e fazes-me vir para a tua boca. Exibes aquele esperma todo e engoles.
-Para a próxima, rapidinha é rapidinha mesmo. Caso contrário, levo o que quero!
És tão…
-Diz lá… tão putinha e apetitosa. 

#L611 #BurningW

Olha...



Olha…
Talvez te faça sorrir ainda este, olha…
Olha, sinceramente não compreendo.
Senti que me desejavas.
Que me compreendias.
Que me querias.
Senti que te toquei, que me tocaste.
De olhos vendados, de olhos bem abertos.
Com um sopro, com um suspiro.
Senti que seria em ti que me ia perder.
Vi-te no presente e no futuro.
Olha…
Não sei o que se passou, e não vou procurar saber…
Foste desaparecendo… comecei a sentir, e não sou correr atrás.
Tento uma, duas e por vezes até três vezes…
Mas se não está, é porque não quer estar.
Senti-te presente em sonhos, desejos, carências.
Desejei-te numa folga, num fim-de-semana e até em horas vagas.
Precisei de ti
Ansiava o teu toque
O teu sorriso
O teu sabor
O beijo que me roubavas.
Olha…
Deixas-te ir… fomos um só e neste momento, nem um sou.
Toques, cheiros, sabores, respirações, gemidos e até olhares…
Que em mim ficaram gravados…
Foi pouco para o tanto que queria…
Mas…
Olha…
É porque tinha que ser assim…
Não que quisesse…

Olha… Olha para o céu… Que eu também estarei a olhar. 

domingo, 20 de novembro de 2016

Perdi o meu amor...




Agarro-me à almofada, com as poucas forças que me restam… sinto teu cheiro, a tua presença, ainda não aceitei, não quero aceitar e nunca irei aceitar que te perdi, meu amor.
Porque foste embora?
Porque fechaste a porta do caminho na qual eu me sentia tão bem a percorrer?
Eu não estava a mentir.
Nunca te menti…
Eu amo-te, perdidamente… com a mesma intensidade que te amo desde os nossos dezoito anos. Olho-te com o mesmo brilho nos olhos desde o nosso casamento, desde a nossa primeira vez, desde sempre…
Sim, não me entreguei tantas vezes quanto gostava
Sim, não te disse todas as vezes que merecias, o quanto te amava
Sim, é verdade que acreditei que ias ser sempre meu e que nunca irias sair por aquela porta…
Mas eu pensei que eras meu, como se de um objecto te tratasses.
Pensei que serias meu até podermos caminhar de mãos dadas, bem velhinhos e com o olhar jovem dos tempos em que nos conhecemos, dos tempos em que éramos só os dois a sorrir sem pensar no amanhã.
A verdade… é que te tinha como garantido, a verdade é que não me entreguei tantas vezes porque deixei de gostar do meu corpo.
Dizes não acreditar, mas é a verdade, eu AMO-TE.
Mas, tive medo
Medo de me sentir feia a teu lado
Medo de não te satisfazer
Medo que me fosses achando velha após todos estes anos
Medo que aquelas jovens que hoje passam por nós te despertem o brilho no olhar que queria que fosse só meu…
Dizes que não e que sempre me olhaste de uma forma apaixonada, e o pior, é que sei que tens razão.
Mas tive medo.



#L611 #BurningW

sábado, 19 de novembro de 2016

Saudades de ser amado.




Sinto saudades...
Confesso que sinto saudades de sorrir.
Saudades de ser feliz.
Saudades de ser amado, desejado e beijado... beijado como se não houvesse amanhã.
No meio da rua, do nada... 
Quando menos espero, quando nada faria prever.
Sinto necessidade de um abraço, um mimo e uma caricia.
Sinto saudades de ouvir um amo-te vindo do coração. 
De ouvir um: " tive saudades tuas ".
Saudades de ser surpreendido.
Saudades de me perder em pensamentos.

Saudades da paixão. E das borboletas na barriga.
Saudades de me sentir vivo.
Sinto saudades de fazer amor. 
Saudades de não ser tocado e desejado como se de um objecto tratasse... 
Saudades de discutir e depois fazer as pazes. Com amor, com respeito, com sorrisos
Sinto saudades do amor. 

#L611 #BurningW 

O amor, e a sua arte...




Tem dias que não é o chicote que quero a meu lado para te marcar.
Não é a venda, que te coloca no escuro e te faz imaginar e desejar tudo aquilo que te irei fazer. Ocultando o prazer que anseias.
Não são as algemas, que te prendem e te fazem contorcer a cada toque ou em cada beijo…
Tem dias que é o calor do teu corpo, o cheiro, o brilho…
Tem dias, que prefiro a arte do amor, ao invés da minha maneira bruta de te amar, te tocar, te beijar, te marcar.
Por cada chicoteada que te deixo na pele, mesmo sabendo que te excita.
Troco por um abraço forte, pele com pele, nus. Despidos de roupas, vestidos de prazer.
Por cada venda nos olhos para te levar a um extremo que só tu percebes.
Troco por duas mãos no teu rosto, meu nariz no teu, beijando à esquimó. Olhos bem abertos, junto aos teus. Brilho que transportas nesse olhar. Respirar quente. Cheiros fundidos com o teu perfume, e o meu. Nossas transpirações, nossos suores de excitação, de ansiedade.
Pelo toque.
Pelo prazer.
As algemas, troco-as pelo entrelaçar dos nossos dedos, bem acima da tua cabeça. Braços esticados, dedos entrelaçados, suores que se transformam em ventosas que não nos deixam soltar.
Com braços esticados, mãos unidas, dedos entrelaçados. Narizes colados, olhos fundidos, respirações trocadas.
Beijo-te os lábios. Trocamos salivas e deixamos que esse beijo estabeleça comunicação entre o nosso olhar, nosso desejar.
Nosso coração.
Meu peito colado ao teu, sente os teus seios… Esses seios que não os vejo mas, sinto.
Meu pénis erecto, duro. Deseja-te, tal como a tua vulva o deseja. Bem dentro dela.
Por ultimo, deixamos que o brilho do nosso olhar, seja a tela que iremos ver ao fechar esses olhos. Depois as mãos soltam-se. As ventosas do nosso suor rendem-se. Transpirações fundidas…
Toques e sabores…
Sem algemas, sem vendas e sem chicote.
Hoje… com o desprender do nosso beijo à esquimó.

Hoje e por ser hoje, faremos a arte do amor.

Dance with pleasure




Recuaria no tempo…
Não pedia só uns minutos. Talvez umas horas…
Recuaria até ao momento em que inalei o teu cheiro. Até ao momento de beijar teu rosto, te tocar.
Recuaria, até ao momento que me tocas, sorris, abraças.
Tirava-te do palco, e levava-te para o nosso palco.
Dava-te a mão, e entravas como uma menina, de mão dada comigo.
Fechava a porta, acendia a luz. Beijava-te o rosto.
Encostava-te a essa porta fechada, e largava-te a mão.
Com um pé afastava-te as pernas. Ajoelhava-me. Com as duas mãos, percorria o interior das tuas pernas, subindo naquele vestido justo e elegante. Sentindo cada milímetro de pele arrepiada, branca. Tocando nas tuas cuecas, onde com um dedo de cada mão as retirava.
Fazendo-as cair a teus pés. Depois, retirava os teus saltos altos, olhava-te de joelhos, com aquele olhar carregado de vontade.
Descalça e apenas de vestido… volto a pegar-te na mão, fazendo-te quase flutuar naquele chão frio do nosso palco.
Arrasto uma cadeira, sento-me. Afasto-te de mim. Ordeno-te.
Agora… Agora, dança para mim.
Teus olhos brilham…
Começas a cantar a tua música favorita, e danças como uma deusa. Ali, só para mim. No palco que escolhi para nós.
Paras de cantar, paras de dançar… Tiras os óculos, com um pé, afastas a cadeira onde me encontro sentado. Colocas uma mão na parede e começas a fazer deslizar esse vestido pelo teu corpo.
Voltas-te e sorris. Sorris, como quem está a gostar de me seduzir. Provocas. Mas, anseias pelo momento em que me virás a ter.
Nua. Caminhas na minha direcção.
Abanas o rosto, a cabeça. Fazendo os teus cabelos voar… libertando um cheiro suave. O nosso palco tem a tua presença, a tua beleza e o teu cheiro.
Despes-me.
Uma mão no meu ombro apoia e sentas-te em cima de mim. Outra mão no outro ombro e aproximas-te do meu ouvido.
Sussurras.
-Assim que entrares em mim, vais tocar no céu.
E assim foi…
Aqueles olhos junto aos meus. Aquele respirar. Aquele sorriso maroto.
Aquela pele quente e arrepiada. Junto à minha.
Foi uma viagem onde a minha alma foi em segundos tocar no céu.
Aquele corpo esguio, aquele abanar de cintura no meu colo.
Foi sentir o meu caralho a entrar naquela cona quente. Minhas mãos no teu rabo a puxarem para mim, ela a afastar… movimentos fortes, sensuais e intensos.
Nossos corpos fundidos, nossos suores unidos e os nossos gemidos criando a melodia do prazer.
Nosso respirar intenso ao mesmo tempo que as nossas línguas se descobriam e nossos lábios se entregavam.
Com uma palmada marco-lhe o rabo, com a outra mão, puxo-lhe o cabelo. Deixando aquele pescoço à minha mercê. Soltando beijos e lambidelas. Fazendo-a ter um orgasmo onde as nossas almas, numa dança, lá bem no alto, se encontravam.
Sorriam…
Brilhavam.
Foi intenso, foi um recuar no tempo.
Foi foder-te, como gostarias ter sido fodida.
Foram as nossas almas a regressar aos nossos corpos, com um sorriso.
Diria, um sorriso maroto.

#L611 #BurningW 

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Acordares...



Acabo de acordar e com ele erecto, duro, suficientemente duro para me sentir confiante e orgulhoso de mim mesmo. Indiquei-te o caminho para os lençóis e como te queria naquele momento. Ainda vinhas molhada, linda e com os cabelos envolvidos no teu pescoço, como os deixas sempre após saíres do duche... caminhas em bicos de pés e cheia de sensualidade no teu corpo despido, entras nos lençóis e fazes conchinha comigo, começas a percorrer as minhas pernas com as tuas mãos molhadas, sinto o teu peito nas minhas costas e o teu respirar de desejo junto ao meu pescoço, até que o agarras firme...
Paras...
Viras-me o rosto...
Olhas-me nos olhos e perguntas-me com um olhar desconfiado...
" Já foste mijar? "
Uma vez mais... aquela dureza toda, só poderia ser da tesão do mijo matinal, sempre a deixar-me mal.
Mas eu não desisto, um dia irás acreditar que acordo assim, louco por ti, louco de tesão.                                                                                                                       

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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Momentos inesperados...




Vens a Lisboa?
-Sim, mas apenas de passagem. Tenho apenas duas horas até apanhar o avião para França.
E…
-E, pensei que poderíamos nos ver, matar saudades.
Sabes que tenho uma pessoa.
-Sei, sim. Mas não me quero casar com ela, não a quero ver, nem matar saudades dela. Quero-te a ti.
A que horas chegas?
-Perto das 15h à Rotunda do Relógio.
Lá estarei.
Rotunda do Relógio, perto das 15h e lá estou eu… Antes de me aproximar, admiro a paisagem…  cabelos lisos, pernas branquinhas, pés sensuais com um verniz a realçar a sua beleza.
Não irei conseguir resistir…
Oi! Tens alguma ideia de algum local onde possamos ir?
-Tua casa, pensei eu. Mas não quero deixar o meu cheiro e tesão pela casa. Que tal aqui no carro…
Diz-me isso e segundos depois, começa a desapertar-me o fecho das calças…
-Já teso… Gosto! Não percas a concentração na estrada.
Mas vais chupar enquanto conduzo?
-Mais concentração, o resto, deixa comigo.
Deixa-me exposta a glande, de tal maneira que me causou um ardor, tal era a excitação, tal era o desejo de a engolir por completo. E engole por completo.
Bruta! Pensei eu…
Afunda o rosto no meu colo, fazendo entrar cada centímetro na boca, apertando-a e deixando-a latejar de tal maneira que foi impossível ter toda dentro da boca. Agarro-lhe nos cabelos e afundo ainda mais o meu caralho,naquela boca quente. Largo-a, deixo-a respirar…
-Continuas um cabrão, rasgas-me a boca por completo.
Cabeça sobe e desce, cada vez mais rápido, apanha o cabelo, olha-me de esguelha, sorri… levanta a saia, cueca para o lado e pede-me os dedos dentro da cona. Obedeço. Geme ao sentir os quatro dedos da mão direita bem dentro dela…
Paro o carro… no parque junto à antiga feira do relógio.
-Parar? Ok, continuamos aqui mesmo…
Não consigo me concentrar… estou a vir-me aos bocados. Digo-lhe!
-Senti, mas quero sentir mais leite a escorrer pela minha boca, o que engoli é pouco, quero mais.
Com os quatro dedos, exploro toda a sua cona, faço-a gemer que nem uma puta.
Puta tão boa...
-Ainda não viste nada, sou tão gulosa, vais ver quando engolir tudo o que tens para me dar.
Saboreio os dedos que exploraram aquela cona rapadinha, aquele cu exposto ao sol. Sinto-me cada vez mais teso… cada centímetro é exposto, e erguesse naquele momento.
Acaba por se vir, morde-me a glande, fazendo com que solte um gemido de dor.
Faço-te vir e ainda me mordes…
-Puta! Diz-me que sou a tua puta boa.
Pede-me enquanto ainda se sente trémula com o orgasmo atingido à momentos.
E com um chupão enorme no caralho, acaba por me fazer deitar todo o leite naquela boca… mais do que ela esperava, escorre-lhe pelos lábios, pelo queixo e acaba por se misturar com a transpiração que lhe percorre os seios.
-Carrego em mim o teu cheiro… teu sabor, teu toque. 
-Que saudades disto...


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