sábado, 24 de dezembro de 2016

Tu e Eu!





Não leves a mal o que te vou dizer. Lembras-te da noite que me querias, eu te queria e acabamos por nos entregar. Diria, em modo soft.
Pois, no teu beijo doce, queria ter-te mordido os lábios. No teu toque suave, queria me ver marcado pelo chicote que escondo na gaveta.
Essas tuas mãos lisas a descobrirem cada milímetro do meu corpo. Cada trilho por elas percorrido, foi tão bom. Sabes, teria adorado se ao invés do teu modo suave me deixasses marcas das tuas unhas, fazendo com elas caminhos ou apenas traços de prazer.
E o teu modo doce de me lamber e beijar… Quando me encontrava com os olhos fechados, perguntaste-me se estava a gostar. Estava, muito.
Mas não te escondo que preferia que tivesses mordido a minha pele, tatuando os teus lábios em mim a cada mordida.
E quando por cima de mim, te movimentavas, saciavas e te entregavas com todo aquele amor que só em ti conheci. Com todo o romantismo que és, que lês e imaginas ser a vida. Eu, imaginava que estarias ali para me dominar. Fazendo de mim o teu escravo ou o teu submisso.
Sei que te dei todo aquele esperma, que te escorria pelas pernas. Foi visível enquanto te levantavas… percorria-te.
Sabes, teria sido especial também, se tivesse sido como eu queria.
A segunda vez, foi muito bom. Possuir-te por trás deu-me ainda mais prazer. Mas ver-te ali, submissa mas, sem poder te deixar a minha marca. Esse momento…
Preferia te ter puxado os cabelos com uma mão. Com a outra colocava dois dedos na tua boca. Encaixado em ti e em cada estocada que te desse, ia te chamando de tesuda, vadia ou mesmo de puta. Bem junto ao teu ouvido… libertando o calor da minha respiração, no teu pescoço.
Talvez abrandasse o ritmo mas, continuaria um bruto na estocada. Iria sentindo a pele das tuas pernas, os teus pés delicados e saboreado o teu rabo. Talvez deixasse que o ritmo fosse pausado ou mesmo interrompido por momentos, para me ajoelhar por trás desse teu prazer, para te lamber o rabo bem fundo, onde poderias sentir a tua alma a ser invadida.
Teria voltado à posição anterior. Voltado a foder a tua cona à bruta, o rabo sem piedade e ai, iria ouvir o gemer da tua alma a pedir piedade.
Teria te tatuado como nunca.
Mas, essa noite, recordo-a com carinho, ternura e amor. Merecias isso.
Se fosse recordada com um morder do lábio inferior, um cerrar dos dentes ou mesmo um arrepio daqueles que te fizessem despertar todos os sentidos. Terias tido outro prazer, um prazer demoníaco.
Não me leves a mal o que te vou dizer mas, tu és uma foda romântica do melhor.
Mas a ser dominada e explorada… serias uma Deusa!
Para a próxima, a nossa próxima, não me fodas, não me deixes voltar a ser romântico ou mesmo doce. Bate-me, arranha-me e deixa a tua marca em mim.
Deixa que te foda como nunca. Quero ser recordado assim.

Não me leves a mal o que te vou dizer… mas, para a próxima deixa que te foda.

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