sábado, 24 de dezembro de 2016

The smile of pleasure




-Tu dás comigo em doida…
-Tu dás comigo em doida…
-Por favor…
-Acaba com isto… dá-me tudo aquilo que quero sentir. Que preciso sentir. Imploro-te!
Calma meu doce… A noite ainda agora começou…
Respondia numa voz serena, ao mesmo tempo que tirava o cinto das calças…
Enquanto o tiro, admiro a sua beleza aninhada com a sua fraqueza…
A fraqueza de não suportar a dor, o retardar de um momento de prazer… do provocar, do toque sem a fazer vir…
A sua beleza, não está no seu corpo… não é ele que me fascina. É a sua postura… a sua confiança e a sua mente aberta para todo aquele ambiente criado para ela. Apenas para ela…
Velas acesas no chão
Incenso a queimar
Algemas que lhe prende os tornozelos…
Os pulsos atrás das costas.
Joelhos unidos em cima da cama com o  rabo levantado…
Rosto na almofada…
Olhos brilhantes
Lábio inferior já marcado por tanta mordidela…
Mordaça ao lado do rosto… Não para ser usada. Apenas para causar a dúvida, a incerteza… Do que poderá vir. Não irei usar… mas ela não sabe.
O “ pânico “ está instalado. O desejo é visível à flor da pele… arrepiada.
Momentos antes, duas gotas de cera derretiam e caiam sobre a sua pele… marcando o seu rabo, ao mesmo tempo que com a língua percorria a sua vulva. O meu olhar viu em câmara lenta cada gota a cair… E os meus ouvidos, gravavam os seus gemidos. Um misto de dor e prazer.
Já escorria… a minha língua recolheu aquele seu néctar. De pura tesão.
Já com o cinto na mão, faço-o estalar, após o dobrar em dois…
Ela solta um gemido…
-Bate-me, sim… bate-me. Portei-me tão mal.
Aproximo-me da sua cabeça, coloco-me de joelhos… levanto a mão e com o cinto marco-a…
O seu olhar carregado. Os seus gemidos saíram com tanta naturalidade, que mesmo ela se sentiu, possuída.
Engole em seco…
Aproximo-me do seu rabo… coloco o anel de pénis, e faço-me entrar no seu cu.
Grita.
Sim, grita! Mais alto, sua puta…
-Sim… Chama-me de puta. Diz que sou a tua puta…
Por trás vou fodendo-lhe o corpo, entrando cada vez mais fundo. Teso, duro… Como se tivesse a morrer de fome, e aquele fosse o meu alimento.
Ali, alimento-me daquele corpo. Sacio a minha sede, nos seus gemidos… E momentos antes de nos virmos… satisfaço a minha alma… Entregando-a!
Saciados…
Assim ficamos… ela… ali, aguardando que eu tirasse tudo aquilo que lhe prendia os movimentos. Com o olhar fixado em mim, sorrindo.

Eu… ali… observando a sua pele arrepiada e o seu corpo saciado, ainda estremecendo como se ainda estivesse a sentir aquele orgasmo.
Sim... já sei qual é a tua pergunta.
Escorre sim, escorre essa fusão do nosso prazer, pelas tuas pernas.
-Gosto tanto...

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