terça-feira, 8 de novembro de 2016

Tortura...




Foi talvez com a tua voz de mulher que acabaste por pegar fogo neste meu corpo.
Corpo carente de ti.
Não encontro espaço no tempo, para te ter, nem tão pouco para me dar.
Vou-me deixar de falinhas mansas.
Não é isso que queres, não é isso que procuras em mim.
Hoje falo do que procuras.
Procuras-me na gaveta, entre vibradores e mordaças. Entre vendas e chicotes
Procuras-me no frio de um cubo de gelo ao percorrer-te, desde o pescoço até à virilha, fazendo-o entrar em ti, dentro dessa cona quente, húmida e tão necessitada de mim.
Nesse frio, imaginas os meus dedos gelados, minha língua em movimentos esguios.
Entrando em ti, a descobrir-te, a invadir toda essa tua intimidade que escorre a cada passagem desse cubo de gelo. Não só porque se vai derretendo, há muito que sai de dentro de ti.
No calor do gel que espalhas pelo corpo, sabor a morango, quente como o fogo… aquece-te os mamilos. Onde tu, os apertas, como se fossem os meus dedos, ou mesmo os meus dentes.
Cravando-me em ti.
Marcando-te com as voltas tortuosas que dou em cada um deles.
Já hirtos.
Teu olhar muda, quando pegas naquele vibrador, com a cor que pouco ou nada te diz.
Com o tamanho, rigidez e grossura que desejas e sabes que o meu caralho tem.
Fazendo-o deslizar no clítoris… devagar e sem pressa, tal como desejas.
Imaginando-me deitado… tu por cima, roçando-te em mim.
Criando a fricção… aquela que te vai levar a pegar fogo.
Já nada te impede de te foderes… usar-te e abusar-te.
Com esse vibrador, fechando os olhos, ele desliza para dentro de ti, ao ritmo que a tua mão impõe, que o teu corpo precisa. 
Que a tua mente ordena.
Nem sabes como, mas o meu cheiro percorre-te, inalas esse cheiro, sentes-te cada vez mais molhada, carente de mim.
Já não é só carência, não é só falta de foder.
É falta do meu toque, da tua vontade envolvida com a minha.
Vontades amantes, que se encontram e se fodem.
São apenas vontades… pensas tu, segundos depois de te vires, contorceres e levares à boca esse vibrador que me substitui uma vez mais, numa destas noites frias, onde me procuras e não me encontras.
Com a tua boca, retiras todo esse teu néctar… e imaginas, que eu estaria aí, pronto a beijar-te. Fundir nossas salivas, tal como os nossos fluidos se fundiram momentos antes.
Sorris e guardas o vibrador…
Amanhã, a minha ausência, uma vez mais, será a tua tortura…

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