quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Rendido a ti...





Enquanto desço estas escadas até à porta de saída não consigo te tirar do pensamento.
Não tenho um músculo que me obedeça. 
Não há cheiro que não tenha sido inalado, não há gemido que não fique no ouvido.
Abro a porta da rua. Vejo imensa gente a mexer os lábios. Carros, motas… e não consigo ouvir nada. Ainda tenho como música o som do meu respirar, dos teus gemidos.
Dou meia dúzia de passos. 
Recuo. Encosto-me à parede mais próxima. 
Lentamente deixo-me cair. Sento-me, dobro as pernas e coloco a cabeça entre os joelhos. Sorrio, mordo o lábio inferior. Olho para o céu e deixo que um FODA-SE saia dentro de mim. 
Um FODA-SE vindo da alma, que há momentos me tinha sido arrancada a frio. 
O que é que foi aquilo… Eu é que costumo dominar. Um dia irei voltar e nesse dia... nesse dia, irei me deixar dominar, uma vez mais.
Na sua casa, no seu quarto e no seu território. Chego e tento usar e abusar da sedução. Com as minhas mãos percorro o seu cabelo, seus lábios, seios, barriga… toco na sua vulva, já toda ela húmida. Encosto-a à parede, viro-a, baixo-lhe a saia, as cuecas. Abro-lhe as nádegas, chupo cada centímetro de pele, desde o pescoço até aos tornozelos. Vejo-a a ceder, vejo-a a desejar-me.
Com o olhar encaminha-me para a cama. Sento-me e beija-me os lábios ao mesmo tempo que me toca nos mamilos, excita-me. Botão por botão tira-me a camisa, despe-me as calças, sapatos… Suas mãos percorrem-me desde os tornozelos até aos lábios, deixando em cada canto uma marca das suas unhas.
Abre a gaveta ao lado da cama, tira um anel de pénis, algemas de couro em cruz e uma venda.
-Hoje, és meu. Prepara-te meu diabinho.
Viro-me de costas e coloca-me as algemas em cruz, fico com os pés e mãos presas. Volta a virar-me e a deitar-me na cama. Coloca-me a venda nos olhos e acaricia-me os cabelos, beija-me os lábios, orelha e diz-me para confiar.
Confio! Disse-lhe sem hesitar.
Sobe para cima da cama, ajoelha-se mesmo em frente ao meu nariz, fazendo-me inalar aquele aroma intenso que já começava a libertar. Toca-se com dois dedos e faz-me saborear…
Excito-me!
Agarra-se ao meu pénis e coloca-me o anel de pénis, docemente. Depois, com as duas mãos, agarra-se ao meu caralho, puxa-me a pele para trás, expondo a minha glande. Doeu. Que bruta. Muda de meiga para bruta em menos de nada.
Sinto aquele prazer a entrar na boca, estava quente e a língua fazia círculos.
Já me doía os braços e pernas pela posição.
Já há muito que me tinha saído a primeira gota, ao qual tinha sido degustada.
-Tu não irás deitar esse leitinho fora sem que eu tenha o meu primeiro orgasmo, se o fizeres…ficas aqui até eu querer.
Sinto-me a entrar em algo quente, apertado… parecia-me as suas mãos unidas e untadas de óleo, depois a sua cona, já tão húmida… mas quando me diz para eu não me vir já para o seu rabo, fez-me ficar ainda mais teso.
-Gostas de rabo, não é meu diabinho? Eu senti a tua tesão quando falei nele.
Como retardar… Não aguentava muito mais mas, como se tivesse a ler a minha mente, para… avança e faz-me saborear novamente aquela mistura de fluidos e transpiração. Os meus gemidos tornaram-se tão audíveis, quanto os seus.
Sou obrigado a calar-me quando me coloca as suas cuecas na minha boca. Fico sufocado, cego, preso e cheio de tesão.
Ao ouvido, diz-me que vai se vir para o meu caralho. Recua e faz-me entrar todo teso na sua cona, sinto o anel a apertar-me o pénis e os seus lábios vaginais a tocar-me nos testículos. Sei que se toca ao mesmo tempo que se consola no meu caralho. VEM-SE! Grita tão alto que me faz estremecer… venho-me também e sinto que explodi, quase perco os sentidos. Sinto-a a levantar-se. Tira-me o anel de pénis, e a venda… olho para cima e vejo aquela vulva a escorrer…
Tira-me as algemas e ajuda-me a levantar. Incrédulo! Não poderia ter sido assim... ou podia!?
-Meu diabinho!!! Hoje vou ficar com este teu sabor…
Diz-me enquanto me percorre desde a barriga até aos lábios com a sua língua.
Estremeço… 

#L611 #BurningW

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