segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Olha...



Olha…
Talvez te faça sorrir ainda este, olha…
Olha, sinceramente não compreendo.
Senti que me desejavas.
Que me compreendias.
Que me querias.
Senti que te toquei, que me tocaste.
De olhos vendados, de olhos bem abertos.
Com um sopro, com um suspiro.
Senti que seria em ti que me ia perder.
Vi-te no presente e no futuro.
Olha…
Não sei o que se passou, e não vou procurar saber…
Foste desaparecendo… comecei a sentir, e não sou correr atrás.
Tento uma, duas e por vezes até três vezes…
Mas se não está, é porque não quer estar.
Senti-te presente em sonhos, desejos, carências.
Desejei-te numa folga, num fim-de-semana e até em horas vagas.
Precisei de ti
Ansiava o teu toque
O teu sorriso
O teu sabor
O beijo que me roubavas.
Olha…
Deixas-te ir… fomos um só e neste momento, nem um sou.
Toques, cheiros, sabores, respirações, gemidos e até olhares…
Que em mim ficaram gravados…
Foi pouco para o tanto que queria…
Mas…
Olha…
É porque tinha que ser assim…
Não que quisesse…

Olha… Olha para o céu… Que eu também estarei a olhar. 

2 comentários:

  1. Também me arrepiei a cada palavra que ia escrevendo.
    Obrigado pelo comentário e leitura. Abraço

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