sábado, 19 de novembro de 2016

O amor, e a sua arte...




Tem dias que não é o chicote que quero a meu lado para te marcar.
Não é a venda, que te coloca no escuro e te faz imaginar e desejar tudo aquilo que te irei fazer. Ocultando o prazer que anseias.
Não são as algemas, que te prendem e te fazem contorcer a cada toque ou em cada beijo…
Tem dias que é o calor do teu corpo, o cheiro, o brilho…
Tem dias, que prefiro a arte do amor, ao invés da minha maneira bruta de te amar, te tocar, te beijar, te marcar.
Por cada chicoteada que te deixo na pele, mesmo sabendo que te excita.
Troco por um abraço forte, pele com pele, nus. Despidos de roupas, vestidos de prazer.
Por cada venda nos olhos para te levar a um extremo que só tu percebes.
Troco por duas mãos no teu rosto, meu nariz no teu, beijando à esquimó. Olhos bem abertos, junto aos teus. Brilho que transportas nesse olhar. Respirar quente. Cheiros fundidos com o teu perfume, e o meu. Nossas transpirações, nossos suores de excitação, de ansiedade.
Pelo toque.
Pelo prazer.
As algemas, troco-as pelo entrelaçar dos nossos dedos, bem acima da tua cabeça. Braços esticados, dedos entrelaçados, suores que se transformam em ventosas que não nos deixam soltar.
Com braços esticados, mãos unidas, dedos entrelaçados. Narizes colados, olhos fundidos, respirações trocadas.
Beijo-te os lábios. Trocamos salivas e deixamos que esse beijo estabeleça comunicação entre o nosso olhar, nosso desejar.
Nosso coração.
Meu peito colado ao teu, sente os teus seios… Esses seios que não os vejo mas, sinto.
Meu pénis erecto, duro. Deseja-te, tal como a tua vulva o deseja. Bem dentro dela.
Por ultimo, deixamos que o brilho do nosso olhar, seja a tela que iremos ver ao fechar esses olhos. Depois as mãos soltam-se. As ventosas do nosso suor rendem-se. Transpirações fundidas…
Toques e sabores…
Sem algemas, sem vendas e sem chicote.
Hoje… com o desprender do nosso beijo à esquimó.

Hoje e por ser hoje, faremos a arte do amor.

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