sexta-feira, 25 de novembro de 2016

My soul...



Hoje acordei e decidi que seria um novo dia.
Decidi que tinha que mudar, esquecer o passado, tentar viver um novo presente.
Criar uma nova história, escrever a minha própria história.
Páginas brancas, lisas…
Decidi arrancar a pele que me cobre, milímetro por milímetro. Centímetros. Até me despir de toda aquela pele que me cobria com marcas de sofrimentos.
Mas não era a pele. Despido dela, continuava o sofrimento do qual queria me livrar.
O meu pensamento bloqueava.
As forças eram poucas.
A auto-estima tinha sido aniquilada.
Depois pensei que fosse o meu cabelo, talvez fosse nele que me devia concentrar.
Também ele cortado. Cortei sem orientação, sem traço fino. Apenas o cortei para me desfazer dele… e nada. As forças, teimavam em não voltar.
Há quem estude a mente do ser humano.
Eu acredito que se devia estudar o coração.
Acredito que é nele que se concentram todas as nossas forças.
Também ele o tentei sossegar, abafar. Por momentos senti-o parado. Não estava nele a solução para parar este sofrimento e começar um novo, eu!
Com cabelo cortado, pele tatuada de arranhões ao tentar libertar-me deste sofrimento. Olhos frios, distantes e sem esperança.
Ao espelho, descubro o porquê de não estar a começar.
Por cima dos meus ombros, com os olhos carregados de lágrimas e sofrimento, vejo a minha alma. A vaguear, sem destino. Libertou-se de mim, deixou-me…
Talvez, tenha sido arrancada.
Talvez tenha sido violada.
Talvez tenha sido marginalizada.
Mas preciso dela, preciso de a reaver.
Preciso dela em mim.
Preciso de mim.
Preciso de começar a escrever a minha história, a minha vida nestas páginas brancas que teimam em não deixarem reescrever.
Preciso da minha alma, a alma que me foi roubada

#L611 #BurningW

Sem comentários:

Enviar um comentário