quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A prostituta que fui!




Sou tanto ou mais que tu, e tu, e também tu. Que me apontas o dedo, ou me olhas de lado.
Sim, vendi o meu corpo, e até a minha alma.
A minha inocência.
Sim, fodi por foder.
Sim, prostitui-me.
Sim, por momentos fui de alguém, sem querer.
Fui de um, de dois, de três… talvez já tenha sido de vinte ou mais.
Mas, não faz de mim, melhor nem pior que tu.
Também tu, sim, tu! Também tu, já te prostituíste vezes sem conta, sem saberes.
Eu fodi com alguém que amei e depois deixei de amar, de desejar.
Por isso eu digo, eu senti-me uma prostituta.
Fodi com um alguém que foi meu amante. Que amei mas, que para esse alguém, com o passar do tempo, fui apenas uma foda, uma aventura.
E por isso eu digo, eu senti-me uma prostituta.
Fodi com um amigo, porque sentia necessidade de ser fodida e de ter prazer. E de lhe dar prazer.
Fodi com alguém que nem me dei ao trabalho de conhecer.
E por isso eu digo, eu senti-me uma prostituta.
Recebi umas flores, um anel, um relógio, uns sapatos… como prenda, um carinho, um mimo… diziam eles, quando no fundo o que queriam de mim era, foder!
Fodi com prazer, fodi com amor, fodi com vontade, fodi e fodi, tantas e tantas vezes. Fodi até cair para o lado.
Mas, de tantas as fodas que dei, de tantas as vontades que tive, talvez tenham sido poucas as vezes que fodi de mãos dadas com a minha alma, com o amor, com a paixão.
E porque foram tão poucas, essas vezes, eu sinto que me prostitui.
Agora pergunto, terei sido só eu?
Quantas e quantos de nós, já nos sentimos prostitutas, prostitutos?
Não me peçam para contar…
Um dia quero voltar a foder, a foder com amor.

Voltar a fazer amor!

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