quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Fomos três...





Olha-me nos olhos. Diz-me…
Qual foi o ponto alto? Ver que ele gemia e seus olhos brilhavam, enquanto te fodia?
Ouvir a sua voz a implorar que te fodesse?
Chamar-te de querida enquanto eu te lambia e te fazia minha?
Ou quando ele sorria com aquele olhar apaixonado e de felicidade ao ver-te gemer comigo dentro de ti?

Eu sei, não foi um ponto alto, foram muitos.
Eu dentro de ti e ver-te gemer. Ouvir o teu gemido entoado por cada canto desta casa que usa esse som suave que libertavas, como música ambiente. Embalando as noites que aguardo por ti, por ele… Por nós!
O mundo não precisa de ser vivido a dois, podemos ser três e por vezes quatro.
Pode ser saboreado o momento com a minha boca colada em ti ou a minha língua dentro de ti.
Com o meu toque a arrepiar-te a pele, a libertar a tua alma.
Sem dúvida que não houve um ponto alto.
Fomos nós, três corpos que transpiraram felicidade e tesão.
Eu dentro de ti, agarrada a mim e ele sedento de ti.
Saciei a minha sede em cada orgasmo que libertavas e saboreie como se fosses a fonte do meu viver.
Senti a tua pele arrepiada, a rigidez dos teus mamilos e a suavidade do perfume que libertas. Colada em mim em cada estocada que te dava perante o olhar de quem te ama e oferece a liberdade de seres e, teres o melhor dos prazeres que a vida te pode oferecer.
Ouvi aquelas três almas a cantarolar, enquanto fechava os olhos e te beijava perante o olhar de quem te quer ver fodida, bem fodida.
Assim fomos nós. Gemidos entoados, corpos saciados e momentos que foram vividos e provavelmente não mais repetidos. Mas são as memórias que ficam. E essas, são o alimento de uma mente sã e pura. De uma mente aberta.
Ainda te vejo a vestir, perante o olhar de dois homens que deram tudo para te fazer sentir única. Sabes, foste única e de uma intensidade inesquecível. Ainda ouço a voz dele: “ Gosto tanto de te ver assim “
Ainda vejo o teu olhar carregado de desejo e aquele abanar com a cabeça de quem perdeu a voz e, mão sobre si mesma…
Fomos nós, não dois, mas três… almas que se saciaram do melhor que a vida nos oferece sem qualquer tipo cobrança.

#L611 #BurningW #LuisPereira

terça-feira, 12 de setembro de 2017

O amor que vivemos



Hoje sei que já não estás desse lado de fora, encostada à porta.
O que ontem fazia sentido, hoje deixou de o fazer.
Foi assim que o nosso amor terminou. O nosso amor.
Dói falar em AMOR, quando ele foi desaparecendo sem que com isso tivéssemos dado conta.
Dói, não dói?
Hoje dói muito. Dói espreitar pela janela a aguardar que chegues com o teu sorriso que iluminava a noite.
Dói não estar à espreita na porta, e quando ias tocar à campainha, eu aparecer e assustar-te, fazendo-te dar um grito enorme que penetrava nos meus ouvidos e me fazia estremecer de tão espontâneo que era.
Dói a ausência das gargalhadas, do som delas, que entoavam pela casa.
Ontem, após te fechar a porta do meu coração, a porta da minha vida e por ultimo a porta da minha casa, senti o teu corpo a encostar à porta. Deslizando até que ficasses sentada, com as costas encostadas e os joelhos encolhidos. Envolvendo os braços em volta deles. Sabes, fiz o mesmo. Senti cada bater do teu coração naquele momento.
O meu coração igualou o ritmo do teu.
Estavam em sintonia. Foi lindo, mas doloroso.
Ouvi o som das tuas lágrimas a caírem sobre as calças que trazias. Adoro-as, sabias?
Talvez não tenhas tido a mesma sensibilidade que eu, em ouvir esse som, que mais pareciam bombas a cair. Silenciosas para ti. Ruidosas para mim.
Pareciam as tais bombas, envolvidas com facas que me trinchavam o coração.
Doeu tanto.
Ouvia o teu respirar… Sei que doeu, sabes que está a doer.
Mas, o nosso amor acabou.
Acabou como não prevíamos, como não esperávamos.
Foi como um fechar de uma porta silenciosa, e o abrir de uma janela ruidosa.
Foi um amor.
Senti o peso do teu corpo ao levantar. Ouvi os gemidos da tua alma. O suplicar da minha. “ Não a deixes ir. “ – “ Vêm comigo “ – “ Fica, por favor “
Senti que imploravam. Essas vozes, consigo ouvir cada uma delas.
Espreitei-te pela última vez na porta. E a última vez por aquela janela que te recebia sempre com um sorriso e um beijo que entoava pelas ruas que nos rodeavam.
Perdemos o que pensávamos ter ganho, sem nunca ter jogado. Perdemos o amor. Perdemos o que para muitos é impensável encontrar, impensável viver.
Sem saber como, algemamos duas almas que se uniam e sacrificando-as em prol de algo que nem sabemos se voltará a existir para lá desta porta. O amor…
E se na verdade, nós, nunca tivéssemos vivido o amor!

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Sim, sou esse mesmo...




Afasto-te o cabelo…
Quero ver parte do teu rosto, aquela que não está contra a parede.
Quero ver-te desde a ponta dos pés que se encontram a suportar todo o teu peso, elevando-te à medida certa para que entre em ti.
Com o olhar percorro-te desde as unhas que se encontram pintadas, subindo pelos calcanhares, joelhos… saciando-me com imagem tão perfeita.
As tuas pernas tremem…
A marca da minha mão no teu rabo. Aquela que momentos antes te tinha feito soltar um grito de prazer. Eu dentro de ti… Abrindo-te para continuar a tatuar esta imagem de ti, tão vulnerável e carente de mim.
Lentamente… e com estocadas fortes, vou alimentando a minha mente com os gemidos que soltas.
O meu olhar vai directamente para o teu olhar, já volto a observar-te desde onde parei. Tens os olhos fechados e mordes o lábio inferior. Faço-te abrir a boca, e meto-te um dedo. Lambes como se estivesse carregado do nosso néctar, e fosses saciar a tua sede nele.
O meu olhar volta a onde parei, a observar o meu caralho a foder-te lentamente e com estocadas que te faziam soltar gemidos. Causando-te espasmos que te fazia perder as forças e ceder. Mas não querias, nem podias ceder.
Enfio esse dedo bem dentro do teu cu e dou-te uma estocada bem forte.
Os teus olhos abrem, o teu gemido é abafado com o cerrar dos teus dentes. Escorres por mim… sinto-me lubrificado pelos teus fluidos.
O meu olhar continua a saciar a minha mente… Nas tuas costas escorre toda aquele tesão que é sentido quando os nossos corpos se unem.
O teu cabelo preso, as tuas mãos elevadas, a outra metade do teu rosto que se encontra contra a parede…Tudo em ti é perfeito, quando nossos corpos se fundem.
As tuas pernas tremem, cada vez mais, a cada estocada que te dou.
A minha voz rouca bem junto ao teu ouvido…a palavra de ordem que ansiavas.
“ Podes ceder… dá-me tudo aquilo que te está a fazer contorcer, a fazer gemer e que a tua alma quer libertar “
A minha mão em volta do teu pescoço, a outra a abrir-te e enterrando-me cada vez mais fundo, faz-te vir segundos após a minha palavra de ordem… “ podes ceder “…
Quem sou eu afinal? Pergunto-te… após ver-te sentada e encostada contra a parede, sem forças e com espasmos que te faziam gemer a cada segundo. Tão vulnerável que estás aqui a meus pés.
Nem consegues responder…
Ajoelho-me… Levanto-te o rosto pelo pescoço, enquanto sinto mais um espasmo que o teu corpo liberta… e volto a perguntar: “ Quem sou eu afinal “?
Os teus lábios tremem, o teu corpo transpira sexo… e tu respondes:
** És quem me fode! És quem fode tudo o que há para foder em mim.
Muito bem… muito bem. Aprendes rápido
Vamos continuar, quero mais. Digo-te enquanto te faço levantar com apenas um dedo que coloco dentro da tua boca. Aquele que esteve dentro de ti…
E os teus olhos brilharam…



segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Quando o amor e o sexo...




Queria amor…

*Hoje apetece-me amar-te, ser amada.

Queria que os nossos lábios se devorassem, nossas almas dessem um abraço daqueles que jamais será esquecido, que os nossos olhares se cruzassem como se nunca nos tivéssemos visto. E queria tanto que as nossas mentes se fundam e devorem neste amor que sacia o mais oculto dos desejos que guardo em mim.

Queria amor… Ser amada! Ser amada por ti. Ser a tua alma gémea nesse momento que seria o nosso momento, o momento em que nos tornaríamos num só. Amor, eu queria amor.

**Sinto, e vejo nesse teu olhar que queres amor. Eu sei.

Perdoa-me ter chegado a ti e não te ter olhado nos olhos, fazendo com que os nossos olhares se devorassem. Perdoa-me pela ausência do abraço que te faria estremecer o corpo.

Perdoa a minha mente que não leu a tua. Por último, perdoa a minha alma, por esta não ter lido os sinais da tua alma.

Mas, não quero que me perdoes pelo que te fiz. Pelas ordens que te dei, pela roupa que te arranquei, pela lingerie que espalhei pelo chão da minha casa. Pelos gemidos que te arranquei, quando entrei em ti com a língua, pelo contorcer do teu corpo ao sentir os meus dedos a remexer-te e devorar-te o corpo. Não quero que me perdoes por nada disto. Pois a minha alma, o meu corpo e mente saciaram-se em ti. Tu sabes, tu sentiste. Tu gostaste.

Cada puxão de cabelos que te dei, quando me encontrava duro, a entrar em ti. À bruta.

Sei que querias amor, mas a minha voz doce, ficou guardada para outros momentos. Tu adoraste a minha voz rouca bem junto ao teu ouvido, quando te fodia e te perguntava… O que és?

E tu respondias numa voz trémula e carente: A tua puta…

Isso mesmo… é isso que és. A minha puta. Senti o arrepio que te percorria quando sentias a minha língua no teu ouvido, e de seguida sussurrar-te… Sim, és isso mesmo.

O teu sorriso, o teu arrepio, o teu contorcer e gemidos que eram arrancados em cada estocada que te dava contra a parede, traduzia tudo aquilo que te ia na alma. Tu querias amor, mas sexo… este sexo que te liberta, este sexo… É tudo aquilo que hoje precisavas. O teu olhar brilhou quando explodias comigo dentro de ti e olhavas à tua volta… vendo cada peça da tua roupa espalhada por aquele chão, que aguardavam por ti, para mais uma noite nossa.

*Sim. Sim… Talvez amanhã eu precise de amor. Hoje, quero que me faças tua, a tua…


domingo, 30 de julho de 2017

Na tua mente...



Olhas-me e aguardas que continue… Esse olhar. Aí miúda… Esse teu olhar. 
Estava nos pés, certo? Confirmas com um abanar da cabeça.
Os teus pés, encharcados de mim... Sentido a saliência dos meus mamilos. Sim… pressiona os teus pés contra os meus mamilos. Eu gosto, tu sabes.
Sinto-os tesos…
Vê como me encontro. Teso, duro e pronto para ser teu.
Os meus olhos percorrem-te, ao mesmo tempo que mordo o meu lábio inferior
Sinto-te a contorcer... quando os meus dedos sentem a saliência dos teus mamilos e um dedo sente a lubrificação que libertas
Para lentamente saborear-te.
É intenso... e tu sabes que é... quando te levo a saborear essa fusão da minha saliva com o néctar que libertas
Mas não te chega... Eu sei! Sinto. O teu olhar diz isso mesmo.
Por isso liberto os teus pés, afasto as tuas pernas com as minhas mãos nos teus tornozelos e aí...
Entro em ti... Libertando a primeira gota bem dentro de ti. Está criada a fusão de nós...
Agora sim... vou sair. Estás no ponto. Vejo o teu olhar de quem não gostou. Adoro!
Vou entrar com todos os dedos que a minha mão tem... devagar. Irás sentir-te a escorrer...
E eu a recolher aquele néctar, para depois o saborear contigo num beijo que te sufoca e faz estremecer
Foi bom, não foi... sussurro-te ao ouvido. O teu toque forte, confirma.
Esta fusão que criamos, um tesão de prazeres.
Fomos nós... eu a foder-te como nunca e fazendo-te minha como nunca ninguém te fez.
Eu mando. Mando e tu sabes disso.
Levanta-te. Vira-te. Senta-te nos teus calcanhares. Costas direitas. A minha mão agarra-te o pescoço e sentes o meu peito a roçar as tuas costas
Ouve o que te digo...
Estás na medida certa... vou entrar em ti, lubrificando-te... enterrar-me à bruta. E só vais gemer quando me sentires a assaltar a tua alma.
Aí vais, gemer... e vais dizer que és minha... até o sentires a latejar bem dentro de ti.
Até sentires o puxão de cabelos fazer-te ceder e roçar em mim e com a outra mão te apertar um mamilo
Chega de sussurros. Ouve o som que esta casa liberta nesta nossa entrega. Esses serão os melhores sons que irás levar contigo, para sempre.
Vou foder-te à bruta quero que me sintas a escorrer pelas tuas costas.
Quero ver-me a escorrer em ti, misturar-me com a tua transpiração. Quero ajoelhar-me e lamber-te. Quero que essa tua excitação, esse teu contorcer de pernas e essa força que aplicas em agarrar o lençol que levas à boca para te silenciar, saia de dentro de ti e escorra pela minha boca.
Enquanto admiro o que te escorre pelas costas, essa fusão que criei em ti.
Esses gemidos que libertas, estão a percorrer todos os cantos desta casa. Esses gemidos, são gritos da alma que te disse que ia assaltar. Deixa-a falar por nós…


#L611 #BurningW #LuisPereira


domingo, 5 de fevereiro de 2017

Despertas o melhor de mim...



Enquanto conduzo em direção a casa revejo mentalmente o meu dia. 
Que loucura de dia... hoje houve de tudo. 
Bom mau, assim assim. Mas isso já não me importa. 
A cada minuto que passa, venço kms e aproximo-me de ti. Adivinho o teu sorriso e, por momentos, perco-me nele. 
É bom saber que me esperas, é bom saber que posso contar com o teu beijo, o teu abraço, o teu tesão. Mas ainda falta um bocado para chegar a casa... 
Aperto as pernas, mordo o lábio inferior, contorço-me um bocado. 
Não imaginas o poder que tens sobre mim. Ou talvez imagines... Não consigo evitar tocar-me. 
Pelo que toco. 
Ao mesmo tempo que começo a tocar-me, o telemóvel toca… Engulo em seco… é ele! 
Oi… digo com uma voz trémula… pois ainda tenho a mão dentro das cuecas, e agora a outra no volante, após atender a chamada… 
-Demoras? 
Não. Estou a chegar… e acho que levo uma dose de vontade de ti. Ou diria, duas doses… 
-Deixa-me adivinhar… apeteço-te? 
Mais que isso… já me toco… 
-Enquanto conduzes? Ai! Parece-me que te tornaste mais louca que eu… 
Foste tu quem despertou esse meu lado selvagem. 
-Sempre eu… 
Sempre tu, dentro do meu corpo, da minha mente… dentro de mim. 
-Encosta… Por favor… Mete os quatro piscas. Passa para o lado do pendura. Levanta a saia, desvia as cuecas… mete os pés em cima do tablier. 
Ainda me ouves? 
*sim… Quando aqui chegares… irei aguardar por ti, de joelhos… Irás entrar, afastar as pernas e o resto, serei eu… o tarado que dizes que sou. 
Irei tirar-te as cuecas, à bruta… 
Irei meter a minha língua dentro de ti, as minhas mãos afastam as tuas nádegas. 
Puxando-te para mim, deixando-me sufocado com esse teu néctar, esse… que estás prestes a soltar para quando chegares eu saborear. 
Vem-te… agora mesmo. 
Geme o meu nome, grita, sufoca-te com esse grito de desejo, vontade de mim, dentro de ti… 
Do que te dou a cada entrega a cada estocada. 
Que chegues aqui com esse cheiro de prazer que soltas cada vez que te faço vir, em mim, para mim. Agora vem-te… vem-te enquanto te sussurro ao ouvido… 
Apetece-me… dentro de ti. 
*Já me vim… dá-me 10minutos… não saias daí…
Aguarda por mim. 
Porque isto é bom, mas muito bom é ver-te a lamber-me e a olhar-me nos olhos, enquanto te acaricio os cabelos. 
Aguarda por mim…
#L611 #BurningW #BurningWords

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

A outra metade



Olho bem fundo, nesse teu olhar misterioso…
Sei que estou perdido nesse olhar.
Sei que nem tudo se resume ao teu olhar
Ao teu sorriso
Ao teu caminhar
À tua voz que me faz estremecer…
Sei disso
Mas, sei que nesta minha vida,
Só fará sentido um Eu enquanto houver um Tu.
Aquele, nós, que jamais vou querer perder.
Porque nós, é o melhor de mim, vivendo apaixonadamente o melhor de ti.
É o que fomos, somos e seremos um dia.
É a junção de duas almas a cada beijo
Cada abraço
Cada momento passado a teu lado
Ontem sei que te amava muito
Hoje, sei que te amo ainda mais
Amanhã, não preciso de varinha mágica.
Amanhã, irei estar a teu lado,
Completando-me e unindo-me à metade
que sempre sonhei…
A ti!
Unindo-me a ti, meu amor
Amo-te, hoje e para sempre…
PS: A tua outra metade…